Segundo jovem é procurado no exterior por homicídio de Gianluca Ibarra na estação Certosa, em Milão
Segundo jovem é procurado no exterior por homicídio de Gianluca Ibarra na estação Certosa; investigação aponta 17 agressores e busca possivelmente na Espanha.
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Segundo jovem é procurado no exterior por homicídio de Gianluca Ibarra na estação Certosa, em Milão
Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que há um segundo jovem alvo do decreto de prisão preventiva assinado ontem pelo procurador Elio Ramondini e pela aggiunta Bruna Albertini no inquérito sobre a morte de Gianluca Ibarra Silvera, o jovem de 22 anos esfaqueado na noite entre 26 e 27 de maio na estação Certosa, periferia norte de Milão.
Segundo os autos, o suspeito procurado é um homem de aproximadamente 20 anos, de nacionalidade italiana e origem familiar peruana. Investigadores da Squadra Mobile, sob delegação da Procura dirigida por Marcello Viola, apuram que ele se encontra em local incerto, possivelmente fora da Itália, com indícios de que estaria na Espanha. As buscas internacionais foram ativadas e a cooperação com autoridades estrangeiras está em curso.
A reconstrução contida no decreto de prisão descreve um ataque coletivo envolvendo pelo menos 17 jovens, de origem italiana e sul-americana, que, após uma discussão anterior, cercaram e agrediram a vítima. Conforme os fatos apurados, o grupo perseguiu Gianluca, seu irmão e um amigo, proferindo insultos em espanhol — “fermatevi, figli di puttana, stronzi” — e lançando objetos como pedras e garrafas antes de desferir golpes com facas ou cacos de vidro.
As informações oficiais apontam que Gianluca Ibarra Silvera foi atingido cerca de trinta vezes, conforme indicam os laudos e o próprio decreto. Após a queda, ele teria sido arrastado e arremessado para a área entre a plataforma e o muro de vedação da estação. O documento aponta que a morte ocorreu por volta das 22h15, algumas horas após o atendimento hospitalar.
O inquérito atribui ao grupo uma ação preordenada e coordenada: os agressores teriam se posicionado ao longo da plataforma do binário 1 para controlar rotas de fuga e em seguida atravessado para o binário 5, cercando as vítimas. Testemunhos e imagens mostram que o coletivo, em parte vestido de preto, se apresentou como membros do movimento Latin King antes de iniciar a agressão.
As provas reunidas pela Polícia Científica da Questura de Milão foram determinantes: imagens de videovigilância, reconhecimento via fascículos fotográficos e exames técnicos sobre objetos apreendidos confirmam a presença e a conduta violenta do grupo dentro da Estação Milano-Certosa.
Na linha de investigação, os promotores qualificam os fatos como homicídio consumado pelo concorso de várias pessoas, com comportamento sistemático e coletivo. A dinâmica descrita no decreto — perseguição pelas plataformas, arremesso de garrafas e pedras, uso de armas brancas e posterior arrastamento da vítima — compõe o quadro dos fatos brutos já formalizados pelas autoridades.
A investigação prossegue com diligências internacionais para localizar o segundo indiciado e novas verificações sobre a eventual pertença dos envolvidos a organizações ou grupos específicos. Fontes da investigação confirmam que o trabalho técnico-forense e a análise de imagens continuam sendo a espinha dorsal do caso.
Este é o relato factual e em desenvolvimento: a reportagem segue em acompanhamento permanente, com foco no cruzamento de evidências e na verificação documental das medidas adotadas pela Justiça, para traduzir a realidade sem ruído nem especulação.