Giuseppe Tango: “A ANM não é — e não será — um partido”, afirma presidente após referendo

Tango reafirma que a ANM não é partido e defende diálogo técnico entre magistratura, advocacia e política após o referendo.

Giuseppe Tango: “A ANM não é — e não será — um partido”, afirma presidente após referendo

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Giuseppe Tango: “A ANM não é — e não será — um partido”, afirma presidente após referendo

Giuseppe Tango, presidente da Associação Nacional de Magistrados (ANM), afirmou com precisão institucional que a entidade "não é e não será jamais um partido" durante sua participação no congresso "Quale giustizia dopo il referendum?" realizado na Sala Capranichetta, em frente a Piazza Montecitorio.

Em discurso direto ao plenário, Tango reclamou o caráter técnico do papel da magistratura associada: "Há uma função legislativa atribuída ao Parlamento; depois existem os magistrados que aplicam a lei caso a caso. A magistratura associada oferece um contributo que só pode ser técnico, de competência e de experiência". A declaração coerente com o estatuto da ANM foi dada em um evento que mixou debates públicos e apresentações técnicas, acompanhado por uma entrevista em vídeo conduzida por Thomas Cardinali.

O presidente ressaltou a necessidade de diálogo construtivo entre as diferentes componentes do sistema de justiça: "Momentos de confronto entre magistratura, advocacia e política são necessários, porque permitem recriar condições de recíproca escuta, base de todo trabalho". Esse argumento colocou em foco a restauração de uma comunicação institucional menos conflituosa e mais centrada em soluções práticas.

Tango traçou um diagnóstico crítico sobre o clima durante a campanha do referendo: "Não foi normal apresentar a magistratura como sinônimo de impunidade ou falta de imparcialidade, nem esse clima de constante contraposição que se criou". Ao mesmo tempo, sublinhou que a pluralidade de posições dentro da advocacia — inclusive divergentes ou opostas — integra a normalidade da dialética democrática.

Em defesa da Carta Magna, o presidente da ANM fez um apelo à responsabilidade coletiva: "A Constituição é de todos; por isso deve ser respeitada em seus equilíbrios. O contributo que podemos dar é o de quem enfrenta concretamente os problemas da justiça todo dia". A fala reitera a visão institucional de que o trabalho forense e o debate público devem se sustentar em conhecimento técnico e respeito às normas constitucionais.

Ao final do encontro, Tango afirmou que a Associação não se esquiva do confronto público: "Não nos furtamos ao diálogo e nossa presença hoje o demonstra. Se houver outras ocasiões, estaremos prontos a aproveitá-las". Porém, deixou claro que as decisões estratégicas da ANM serão formalizadas na próxima assembleia geral de maio, que "ditará sentido e direção ao futuro agir da ANM e indicará prioridades e temas a levar à atenção de todos os atores da jurisdição e também do interlocutor político".

Sobre o ambiente pós-referendo, avaliou um sinal positivo: "A herança é uma grande abertura da sociedade civil. Os numerosos encontros territoriais mostraram forte demanda de conhecimento sobre a justiça, nosso trabalho e seu funcionamento. É um patrimônio que não podemos dispersar". Por fim, pediu redução dos tons de ataque político: "Espero que os tons tenham baixado, porque um clima contínuo de deslegitimação não faz bem a ninguém e não faz bem ao país".

Apuração in loco, cruzamento de fontes e foco nos fatos brutos: essa foi a linha do relato do presidente da ANM em Roma, numa intervenção que busca reposicionar a magistratura associada no campo técnico-institucional e reafirmar a centralidade da Constituição como referência comum.