Max Pezzali assume a direção do Topolino: edição inteira dedicada ao cantor dos anos 90

Max Pezzali assume o Topolino 3680: edição inteira criada por ele com cover de Alessandro Perina e a história Paperino e il suono del tempo.

Max Pezzali assume a direção do Topolino: edição inteira dedicada ao cantor dos anos 90

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Max Pezzali assume a direção do Topolino: edição inteira dedicada ao cantor dos anos 90

Max Pezzali atravessa mais um capítulo da sua trajetória pop: não apenas nas paradas de sucesso, mas agora nas páginas de quadrinhos. Em uma ação inédita da Panini Comics, o Topolino 3680 chega às bancas e ao Panini.it a partir de quarta-feira, 3 de junho, com um número concebido sob a batuta do cantor, que assume a função de diretor por um número.

A capa de colecionador assinada por Alessandro Perina abre o volume que traz, entre outras surpresas, a história Paperino e il suono del tempo, onde o próprio universo de Paperino conversa com o imaginário musical dos anos 90 e com os hits que atravessam gerações. É um encontro em que o roteiro oculto da sociedade — memórias afetivas, trilhas sonoras da juventude, refrões que viram mitos — entra em diálogo com a semiótica do quadrinho.

“Ed eccomi qua al timone di un intero numero di Topolino…”, diz Max na apresentação, e sua declaração ganha tradução afetiva quando olhamos para a ação: “Como uma criança em uma loja de brinquedos, poder levar o que quiser. Ao receber as chaves do reino, senti uma grande responsabilidade. Topolino é uma referência não só pela qualidade das histórias, mas também pelo significado sociológico por detrás de cada vinheta e personagem. Quando Alex Bertani me propôs a passagem, pensei em como fazer deste número algo fiel ao nível editorial, mas ao mesmo tempo contado pela minha história.”

O projeto é descrito pela redação como um concept comics — ideia que reverbera com precisão do outro lado do Mediterrâneo: tal qual um concept album, cada história funciona como uma faixa, e juntas elas compõem uma narrativa maior, corajosa e coral. O formato revela um reframe da realidade pop: não se trata apenas de uma homenagem, mas de uma curadoria de memórias e sons que reafirma por que certas histórias e canções se recusam a desaparecer.

Alex Bertani, diretor do Topolino, contextualiza a aposta editorial: “Este número é uma verdadeira joia, um experimento nunca feito antes. Um teste tão pessoal que, depois de 400 edições consecutivas, decidi levantar-me da cadeira de diretor por uma semana e desfrutar do Topolino a partir da poltrona. Vou deixá-la a Max Pezzali, diretor de exceção, que trouxe à redação muita energia e uma ideia precisa de narrativa.”

No fio condutor do número 3680, a música que atravessa gerações encontra o quadrinho que nunca cessa de falar ao futuro. As histórias nascem de paixões, referências e temas caros — uma costura entre o repertório de um artista que marcou a cultura pop dos anos 90 e a tradição centenária do universo Disney italiano. É, de certo modo, a materialização de um espelho do nosso tempo: quando a memória coletiva vira enredo e quando o entretenimento revela o seu papel como arquivo emocional.

Para o leitor, fica a promessa de um exemplar para colecionar e reler — como se fosse uma playlist impressa, onde cada página é um refrão e cada personagem, um ressoar cultural que continua a transformar-se.