Alma estrutura financiamento do Credito Lombardo Veneto para usina de biometano em Lavello
Alma assessora Credito Lombardo Veneto no financiamento por project finance de uma usina de biometano de 500 Smc/h em Lavello, com incentivo do GSE.
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Alma estrutura financiamento do Credito Lombardo Veneto para usina de biometano em Lavello
20 de maio de 2026 — Em uma operação que combina engenharia financeira e visão estratégica, a banca de advogados Alma orientou o Credito Lombardo Veneto S.p.A. na concessão de um financiamento hipotecário de médio-longo prazo destinado à conclusão de um projeto de produção de biometano em Lavello (Potenza). A sociedade beneficiária é a veículo Compagnia del Sole Uno S.r.l., promovida pela família Floris.
O empreendimento possui capacidade instalada de 500 Smc/h e integra a cadeia nacional de biometano, mercado em acelerada consolidação como peça-chave do motor de descarbonização do setor energético. O ativo goza dos incentivos previstos no DM 15/9/2022, reconhecidos pelo GSE por 15 anos, enquadrados nas competições regulatórias vigentes — um desenho de incentivos que mitiga risco regulatório e melhora a previsibilidade de fluxo.
A operação foi estruturada por meio de uma estrutura típica de project finance, com garantias hipotecárias e mecanismos de alocação de risco que asseguram a viabilidade econômico-financeira do projeto ao longo do horizonte dos incentivos. Para o investidor e para o sistema financeiro, trata-se de uma clara sinalização da aceleração dos investimentos em infraestrutura energética e do papel crescente de players regionais especializados.
O escritório Alma - Società tra Avvocati atuou com um time liderado pelos Partners Pasquale Mosella e Rocco Pugliese, assistidos pelo associate Andrea Di Gregorio, fornecendo assessoria completa na modelagem jurídica e nas garantias da operação.
O Credito Lombardo Veneto, banco privado e independente fundado em 2012, mantém sua sede e direção em Brescia, com filiais em Sarezzo (BS) e Bergamo. Em 2025, a instituição concluiu um aumento de capital de 20 milhões de euros para sustentar seu novo plano de desenvolvimento, que contempla o fortalecimento de linhas especializadas e o redesenho do modelo comercial — uma calibragem do negócio que o aproxima de um perfil de challenger bank. A gestão executiva está a cargo do CEO Paolo Gesa.
Do ponto de vista macroeconômico e estratégico, a operação ilustra duas tendências complementares: a crescente profissionalização do financiamento da filiera del biometano e a migração de bancos regionais para papéis ativos em projetos de transição energética. Em termos de risco-retorno, o enquadramento regulatório e a estrutura de project finance atuam como freios e contrapesos, reduzindo volatilidade de caixa e reforçando a atração de capital.
Como economista sênior e estrategista de mercado, vejo nesta transação a combinação ideal entre design de políticas públicas e execução privada: incentivos bem calibrados, patrocinadores com skin in the game e estruturas financeiras robustas, que em conjunto aceleram a capacidade produtiva nacional de biometano — um combustível com potencial para integrar a matriz energética com menor intensidade de carbono.
Para stakeholders do setor energético e investidores institucionais, o caso de Lavello representa uma oportunidade educativa sobre como o motor da economia pode ser orientado por políticas e financiamentos bem desenhados, conduzindo à aceleração de tendências de descarbonização sem perder a disciplina financeira.