Gasparri: Política precisa ouvir as forças sociais a 360° para proteger empresas e trabalhadores

Gasparri defende que a política ouça as forças sociais a 360° para proteger empresas e trabalhadores em meio a crises e tensões sociais.

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Gasparri: Política precisa ouvir as forças sociais a 360° para proteger empresas e trabalhadores

Por Stella Ferrari — Em discurso durante a IX Consulta Confederale da Confintesa em Roma, Maurizio Gasparri, presidente da Comissão de Assuntos Estrangeiros e Defesa do Senado, reforçou que a política deve manter um canal de escuta amplo e contínuo com as forças sociais. Em um cenário marcado por conflitos internacionais, caro energia e tensões laborais, a estratégia, segundo Gasparri, requer calibragem fina entre proteção a empresas e garantia de direitos aos trabalhadores.

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Gasparri chamou atenção para a complexidade do mundo sindical contemporâneo: enquanto no setor público existem parâmetros claros para aferir a representatividade, em outras esferas a verificação é mais difícil e exige instrumentos de medição mais sofisticados. "No mundo sindical é mais difícil afirmar a própria representatividade. No emprego público há parâmetros; em outros âmbitos é muito mais difícil", declarou, sublinhando a necessidade de validar as lideranças com base em evidências objetivas e na efetividade de representação.

Como estrategista político e economista de mercado, enfatizo que ouvir todos os atores sociais não é apenas um gesto democrático, mas uma medida de política econômica inteligente: reduz assimetrias de informação, preserva a confiança institucional e permite decisões com menor atrito — um verdadeiro ajuste fino do "motor da economia".

Gasparri também lembrou normas constitucionais que orientam a verificação da representatividade sindical, apontando que nem sempre são plenamente observadas. Ele afirmou que o partido Forza Italia assegura abertura ao diálogo com todas as realidades sociais — tanto com as entidades sindicais tradicionais quanto com organizações emergentes como a Confintesa, que, segundo ele, demonstram "combatividade, presença, sentido de responsabilidade e números".

O senador avaliou o diálogo social como um dever cotidiano: encontros como a Consulta Confederale são oportunidades para ampliar espaços de participação e consolidar novas formas de representação. "O confronto social é um dever diário", disse, desejando que a Confintesa conquiste cada vez mais espaço nos setores onde atua.

Do ponto de vista prático, a mensagem de Gasparri é clara: a política deve atuar como um sistema de direção integrado, capaz de coletar insumos de diversas frentes sociais e convertê-los em políticas públicas robustas. Em termos fiscais e regulatórios, essa escuta amplia a capacidade de resposta ante choques externos — seja na energia, no comércio internacional ou nas relações laborais — e evita que as medidas atuem como freios descoordenados sobre a atividade econômica.

Ao final, a intervenção reafirma a importância da representatividade legítima e do espaço para novos atores — um convite a aperfeiçoar os instrumentos institucionais e a manter a sintonia entre reforma, crescimento e proteção social.

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