Governo busca até 1 bilhão para novo Decreto do Trabalho com medidas contra salários baixos e proteção aos riders

Governo busca até 1 bilhão para Decreto do Trabalho: medidas contra salários baixos e proteção a riders, com foco em contratação coletiva e incentivos.

Governo busca até 1 bilhão para novo Decreto do Trabalho com medidas contra salários baixos e proteção aos riders

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Governo busca até 1 bilhão para novo Decreto do Trabalho com medidas contra salários baixos e proteção aos riders

Por Stella Ferrari – Em um movimento para calibrar o motor da economia em direção a maior equidade salarial, o governo italiano está em intensa busca de recursos para financiar o chamado Decreto do Trabalho, destinado a intervir sobre os salários baixos e práticas de dumping salarial. Fontes do dossier indicam que já foram identificados ao menos 400 milhões de euros, com provável ampliação para cerca de 500 milhões; a meta ambiciosa é chegar, se possível, a 1 bilhão de euros.

O executivo estuda medidas que atuem como uma espécie de redissipador fiscal, promovendo aumento de rendimentos via contratação coletiva, incentivos à ocupação — com ênfase em mulheres e jovens — e intervenções sobre produtividade, welfare e horas extras. Entre as hipóteses em análise está também a defiscalização de atividades de segundo nível e incentivos contratuais para estimular acordos salariales de setor.

Uma atenção particular é reservada aos rider, categoria exposta ao fenómeno dos contratos pirata. O governo avalia medidas específicas de proteção para esses trabalhadores, incluindo a possibilidade de inseri-los na contratação coletiva, buscando simultaneamente ampliar as proteções contratuais sem provocar a fuga das grandes plataformas do setor. Essa é uma calibragem fina: aumentar garantias sem travar a economia de plataformas que hoje movem parte significativa da logística urbana.

O processo acelerou com um encontro hoje à tarde em Palazzo Chigi, reunindo a primeira-ministra Giorgia Meloni, os vice-premiers Antonio Tajani e Matteo Salvini, os ministros Marina Calderone e Tommaso Foti, os subsecretários Alfredo Mantovano e Giovanbattista Fazzolari, além de Luigi Sbarra e do conselheiro Stefano Caldoro. O governo trabalha entre a hipótese de um texto único e a de um decreto-lei; a delega expira em 18 de abril, e uma nova reunião está marcada para 20 de abril para aparar o texto e consolidar as fontes de financiamento.

No debate, a líder do executivo teria rejeitado a via do salário mínimo como solução exclusiva, afirmando que a prioridade é um pacote voltado aos salários baixos e ao fortalecimento da contratação coletiva. O foco técnico é elevar rendimentos por meio de instrumentos contratuais e incentivos estruturais, e não via um único mecanismo nacional.

Sindicatos e associações não permanecem alheios: CGIL e UIL pediram a interrupção do trâmite do decreto por alguns meses para aguardar resultados de um confronto em curso sobre representação; a CISL optou por ler o texto antes de uma posição definitiva. Pelo governo, o subsecretário Claudio Durigon afirmou que o decreto não tocará a representação sindical, mas sim medidas concretas contra o dumping salarial fomentado por contratos pirata.

Como estrategista de mercado, observo que esta é uma operação de engenharia econômica: é preciso ajustar amortecedores sociais sem prejudicar a dinâmica das empresas que compõem a cadeia logística digital. A eficácia desse pacote dependerá da qualidade da contratação coletiva e da consistência dos incentivos, verdadeiros elementos de transmissão que aceleram — ou freiam — a recuperação salarial.