Mundys investe €130 milhões em expansão do Terminal 2 do Aeroporto de Nice para atender até 18 milhões de passageiros

Mundys investe €130M na expansão do Terminal 2 do Aeroporto de Nice, ampliando capacidade para até 18 milhões de passageiros com foco em eficiência e sustentabilidade.

Mundys investe €130 milhões em expansão do Terminal 2 do Aeroporto de Nice para atender até 18 milhões de passageiros

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Mundys investe €130 milhões em expansão do Terminal 2 do Aeroporto de Nice para atender até 18 milhões de passageiros

Por Stella Ferrari, Economista Sênior – Espresso Italia

A Mundys, controlada pela família Benetton, concluiu um investimento de cerca de €130 milhões no Aeroporto Nice Côte d'Azur, com foco na ampliação do Terminal 2 e no fortalecimento da capacidade operacional do aeroporto para acompanhar uma trajetória de crescimento até aproximadamente 18 milhões de passageiros anuais. A iniciativa reforça a estratégia de infraestrutura do grupo na França, mercado que funciona como um verdadeiro motor da economia para o portfólio internacional.

O projeto de expansão adicionou cerca de 23.000 metros quadrados ao Terminal 2, aumentando a superfície operacional em aproximadamente 31%. Essa ampliação foi pensada para adequar a capacidade de gestão aos fluxos esperados nos próximos anos, funcionando como uma calibragem fina entre capacidade e demanda.

Operacionalmente, a intervenção foi estruturada em fases para reordenar os fluxos de passageiros. Foram implementados 36 novos balcões de check-in, sistemas de gestão de bagagens reforçados e um acesso direto às áreas de apron, medidas destinadas a reduzir tempos de transito, elevar a eficiência das operações e melhorar a experiência do passageiro. O projeto também incorporou critérios de sustentabilidade ambiental e racionalização dos espaços, alinhando performance e governança ESG.

A França já responde por cerca de 30% das receitas do grupo estimadas para 2025. No território francês, a Mundys investiu mais de €11 bilhões e sinalizou mais €1,4 bilhão previstos para os próximos cinco anos. O portfólio local inclui ativos estratégicos, como participações em Getlink e na rodovia A63, demonstrando uma abordagem de expansão contínua e valorização dos recursos existentes.

O grupo sustenta que a demanda por transporte aéreo mantém-se estruturalmente resiliente, mesmo em face de volatilidades geopolíticas e ciclos macroeconômicos. Nessa lógica, a disponibilidade de infraestruturas aeroportuárias adequadas é um elemento central para captar fluxos internacionais; atrasos na execução de projetos significam, na prática, perda de oportunidades de conectividade e receitas.

Em paralelo, permanece o plano ambicioso para o aeroporto de Roma Fiumicino, com perspectiva de investimentos da ordem de €9 bilhões, ainda condicionado ao obtenção das autorizações necessárias para o início das obras. A experiência operacional e regulatória adquirida na França serve como referência para mercados com processos autorizativos mais complexos, onde a Mundys pretende replicar sua engenharia de projeto e sua disciplina de execução.

Do ponto de vista estratégico, o investimento em Nice representa mais que uma expansão física: é uma peça na aceleração de tendências do grupo para consolidar posições em corredores europeus essenciais, calibrando portfólio, risco regulatório e retorno de longo prazo. Como estrategista que acompanha a evolução de infraestruturas, vejo a operação como uma intervenção de alta performance — uma espécie de atualização de motor em uma frota que precisa de potência e eficiência para seguir ganhando mercado.

Andrea Mangoni, CEO da Mundys, destacou que a operação reforça a presença do grupo na França e cria bases mais sólidas para futuras intervenções na Europa, mantendo a lógica de continuidade dos investimentos e estabilidade regulatória.