Acionistas aprovam aquisição da Warner pela Paramount: Nasce um gigante de mídia avaliado em US$110 bi

Acionistas aprovam aquisição da Warner pela Paramount; operação avaliada em US$110 bi e com fechamento previsto para o 3º trimestre de 2026.

Acionistas aprovam aquisição da Warner pela Paramount: Nasce um gigante de mídia avaliado em US$110 bi

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Acionistas aprovam aquisição da Warner pela Paramount: Nasce um gigante de mídia avaliado em US$110 bi

Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram hoje, em assembleia extraordinária, a proposta de aquisição apresentada pela Paramount Skydance. A decisão, confirmada por ampla maioria segundo resultados preliminares, representa uma etapa decisiva na formação de uma nova potência do entretenimento global.

O presidente do conselho, Samuel A. Di Piazza Jr., afirmou: "Apreciamos o apoio dos acionistas em valorizar nosso portfólio de conteúdos", destacando que a operação permitirá construir um grupo capaz de ampliar a oferta para o consumidor e sustentar a indústria criativa em escala global. Para o CEO David Zaslav, o aval dos investidores é "uma tappa chiave" rumo à conclusão da transação e à criação de uma media company de nova geração.

O fechamento (closing) está previsto para o terceiro trimestre de 2026, condicionado às habituais aprovações regulatórias. A estrutura financeira da oferta avalia a empresa resultante em US$110 bilhões — valor que incorpora a dívida que a Paramount assumirá. Em termos de equity, a proposta prevê o pagamento de US$31 por ação para a totalidade das ações em circulação da Warner Bros., o que corresponde a uma avaliação de capital de US$81 bilhões.

O conglomerado unido incluirá marcas e ativos como CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de franquias icônicas de Hollywood: Harry Potter, Game of Thrones, o DC Universe, Mission Impossible e SpongeBob. A operação encerra uma longa saga de aquisições marcada por uma intensa disputa com a Netflix e cria um operador de escala que vai provocar análises sobre seu impacto num ecossistema mediático já fragilizado.

Segundo o acordo, o CEO da Paramount, David Ellison, deverá implementar ampliações de corte de custos para aliviar o peso financeiro da fusão. O financiamento contou com apoio decisivo de Larry Ellison (Oracle), que ofereceu garantias que convenceram o conselho da Warner. As ligações de Larry Ellison com o presidente Donald Trump e a própria intenção de Trump de se envolver no processo adicionam dimensão política à operação.

O negócio ainda precisa superar obstáculos regulatórios nos Estados Unidos e na Europa. A participação de fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi no pacote de financiamento poderá atrair escrutínio adicional por questões de segurança nacional. Além disso, mais de mil profissionais do cinema e da TV — entre eles Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Bryan Cranston, além dos diretores J.J. Abrams e Denis Villeneuve — declararam-se publicamente contra a fusão.

Do ponto de vista estratégico, a transação é um movimento de grande potência que reconfigura o motor da economia do setor audiovisual. Como uma peça de engenharia corporativa, exige calibragem fina: desde a integração de portfólios até a gestão da dívida e os complexos freios regulatórios. A execução — na velocidade e na precisão da aceleração de tendências — definirá se o novo grupo conseguirá traduzir escala em lucratividade sustentável e inovação criativa.

Os próximos meses serão cruciais para a aprovação final e para a definição do desenho operacional e financeiro da nova entidade, que promete redesenhar a paisagem competitiva do entretenimento mundial.