Maturidade 2026: boom de diplomados com louvor — 14.123, a maioria no Sul
Maturidade 2026: 14.123 diplomados com louvor, maioria no Sul. Liceus lideram; queda dos 100/100 e desigualdade regional em evidência.
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Maturidade 2026: boom de diplomados com louvor — 14.123, a maioria no Sul
Um novo brilho iluminou os resultados da Maturidade 2026: foram 14.123 diplomados com louvor no exame deste ano, com uma concentração marcante nas regiões do Sul da Itália. O número supera em mais de trezentos o registro do ano anterior e corresponde a 2,9% do total de concluintes.
Os dados, compilados pelo Ministério da Educação e do Mérito e analisados pela Espresso Italia, mostram uma mudança de perfil: apesar do aumento nas distinções com louvor, caiu de forma sensível a proporção de alunos que atingiram a nota máxima de 100/100, que passou de 7,1% em 2025 para 5,3% em 2026.
Os liceus continuam sendo o celeiro das maiores notas. O Liceu Clássico registra 8% de estudantes com louvor, enquanto o Liceu Científico apresenta 6,1%. Essa centralidade dos liceus nas faixas de excelência confirma uma tendência de foco humanístico e científico na formação secundária que gera resultados expressivos.
No mapa geográfico das honrarias, a Campânia lidera a lista de regiões com mais diplomados com louvor, seguida pela Sicília (1.928), pelo Lácio (1.165) e pela Calábria (1.042). Em contraste, a Lombardia contabilizou apenas 760 lodi — um sinal de distribuição territorial desigual que acende perguntas sobre contextos locais, recursos e trajetórias escolares.
Do ponto de vista agregado, 99,8% dos concluintes obtiveram o diploma neste ano. Entre os candidatos submetidos à avaliação, 96,7% foram admitidos ao exame (era 96,5% em 2024/2025). O total de diplomados finais manteve-se estável em relação ao ano letivo anterior.
O painel completo das faixas de pontuação revela que a maioria dos estudantes permanece na zona média: 30,1% ficou entre 71 e 80 pontos (alta em relação a 29,3% no ano anterior) e 26% na faixa 61–70 (valor idêntico ao de 2025). Cresceram também as notas entre 81 e 90, que passaram para 19,7% (ante 18%), assim como a faixa 91–99 subiu de 11% para 11,9%. Já os aprovados com o mínimo de 60/100 recuaram de 4,9% para 4,1%.
Esses números desenham um horizonte límpido e complexo: a ampliação das menções honrosas mostra avanços pontuais na excelência escolar, enquanto a queda dos 100/100 indica maior rigor ou mudança nas práticas de avaliação. Há, também, a luz sobre desigualdades regionais que merecem ser iluminadas — recursos, formação docente, políticas locais e trajetórias sociais se entrelaçam para explicar por que o Sul concentra tantas das distinções.
Como curadora de progresso da Espresso Italia, vejo nesses dados um convite para semear inovação e investir em equidade. Celebrar o mérito é necessário; transformar o sistema para que mais jovens, em todos os territórios, possam acessar caminhos de realização é o trabalho por vir. É tempo de cultivar valores e tecer redes que sustentem o florescimento dos talentos.
(Dados: Ministério da Educação e do Mérito; reportagem e análise: Espresso Italia)