Fiordaliso conta susto em Hong Kong por spray de pimenta e relembra maternidade aos 15
Fiordaliso relata susto em escala por spray de pimenta em Hong Kong e relembra quando ficou grávida aos 15 e foi expulsa de casa pelo pai.
RESUMO ✦
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Fiordaliso conta susto em Hong Kong por spray de pimenta e relembra maternidade aos 15
Em uma narrativa que mistura a tensão do inesperado com lembranças íntimas, a cantora Fiordaliso descreveu, em participação no programa Da noi… a ruota libera, uma sequência de acontecimentos que parecem trecho de um roteiro: um percalço em escala durante uma viagem à Austrália e memórias dolorosas da juventude e da maternidade.
A viagem, que incluía uma participação no concerto dos Pooh e alguns dias de contemplação entre a cidade e a natureza — de Sydney às praias e reservas de Kangaroo Island — quase virou episódio diplomático num aeroporto asiático. Durante o embarque, na escala em Hong Kong, a bagagem da irmã de Fiordaliso foi revista e encontrado um spray de pimenta. "Em China é proibidíssimo", contou a cantora sobre a apreensão que transformou a escala em duas horas de espera sob o olhar da polícia local.
O relato traz a cena com ironia e humanidade: "Ficamos paradas, chegou a polícia, a tal da qualunque", disse ela, lembrando que, em meio ao conflito, acabou chorando. "Meus nervos, eu disse: ‘Eu preciso trabalhar!’ — e fiz a minha cena à italiana." A justificativa da irmã para carregar o objeto — correr em trilhas como se houvesse ursos — foi recebida com humor pela artista, que ainda brincou sobre a eficácia das palavras fortes: "basta falar italiano, até as palavrões funcionam, elas entendem".
Mas o episódio no aeroporto não é apenas anedota de viagem. Para Fiordaliso, que buscou tempo e reconexão com a irmã após anos de vidas separadas por responsabilidades, a experiência também foi um espelho da importância dos laços. "Depois de tanto tempo, minha irmã virou minha melhor amiga", disse, lembrando que uma cuidava dos filhos e netos enquanto a outra sustentava a família com trabalho intenso.
A conversa tomou tom mais sério quando Fiordaliso falou sobre o passado: aos 15 anos ficou grávida e foi obrigada pelo pai a deixar a casa. "Fui para um instituto para mães adolescentes. Não foi uma coisa bonita", relatou. Ela descreve a dupla sensação de força e ferida — a convicção de que podia tudo enquanto esperava o filho, e as cicatrizes profundas que esse abandono paterno deixou. Essa memória, disse, ainda toca e molda sua visão sobre família e identidade.
O conjunto dessas histórias — o susto burocrático em Hong Kong, o reencontro afetivo na Austrália, e as lembranças da maternidade precoce — compõe um painel que vai além da celebridade: é o retrato de alguém que carrega as contradições do tempo e transforma episódios de risco e abandono em afirmações de cuidado e escolha. Como um filme onde as paisagens mudam, mas o roteiro emocional se repete, Fiordaliso nos convida a ler nas sobras da fama as marcas do humano.