Fiorello encerra La Pennicanza com emoção e promete retorno: "Ci vediamo presto"

Fiorello encerra La Pennicanza na Rai Radio 2 com emoção, convidados e promessa de retorno para a próxima temporada.

Fiorello encerra La Pennicanza com emoção e promete retorno: "Ci vediamo presto"

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Fiorello encerra La Pennicanza com emoção e promete retorno: "Ci vediamo presto"

Fechou-se com festa e reverência uma temporada que reescreveu as regras do rádio: La Pennicanza, que estreou em outubro de 2025 após um breve e intenso período de ensaio na Rai Radio 2, teve sua última edição marcada por momentos que misturaram sátira, afeto e espetáculo. O anfitrião, Fiorello, ao lado de Biggio, conduziu o adeus como quem dirige o último take de um filme cujo roteiro ainda promete sequências.

Logo no brinde inicial, Fiorello definiu a vibe: "A última puntata de uma aventura que subverteu todas as regras". Entre risos e nostalgia, compartilhou a anedota dos 250 arancini: "Eu comi quatro, cada um pesa 200 gramas…isso não é a Pennicanza, é a Digeranza!" — um detalhe que virou piada e símbolo do tom despretensioso e popular do programa.

O encerramento foi uma espécie de montagem final de um filme de antologia: chamadas, reais e encenadas, vieram de vários co-protagonistas. Fiorello resgatou a origem do formato: em outubro de 2025, ele e Biggio fizeram um blitz no estúdio de "Cinque Minuti di Vespa" para lançar a nova atração — uma brincadeira que eles descreveram como "5 minuti di Bruno Vespa senza Bruno Vespa".

Sobre o retorno, a promessa foi feita sem dramaturgia: quando perguntaram "Lo rifaremo a ottobre?", Fiore garantiu que o programa voltará na próxima temporada, sem precisar datas fixas — "outubro, novembro, dezembro, janeiro… dipende". A indefinição soa como promessa cinematográfica: sabemos que haverá continuação, resta descobrir o roteiro.

O momento afetivo teve um ponto alto com o vídeo-mensagem de Al Bano, outra vítima frequente das imitações de Fiorello. No recado, o cantor elogiou a experiência: "Altro che Pennicanza, uma Dilettanza straordinária, fiorelliana… non te ne andare!" e brindou os ouvintes com um dos seus famosos agudos, transformando o estúdio em set de música ao vivo.

Houve ainda um clipe com os melhores momentos da temporada: participações de Gigi D'Alessio, Can Yaman, Jovanotti, Muccino, Cortellesi, Pio e Amedeo, Nicola Savino, Cristian De Sica, Sal Da Vinci, Luca Argentero e o estreante na Rai, Tony Pitony — uma galeria que espelha a diversidade cultural e a capacidade do programa de conversar com várias linguagens do entretenimento.

Como surpresa final, o verdadeiro presidente da Região Campania, Roberto Fico, ligou ao vivo para o estúdio, em tom brincalhão: "Volevo chiedere una cosa, ma la Campania si trova in Basilicata?" e seguiu com a pergunta irônica sobre quem teria autorizado os apresentadores a irem de férias. Para fechar com leveza, surgiu também a intervenção de Sinner acompanhado de um irmão em versão fiorelliana — a assinatura irreverente da atração.

Se pensarmos em La Pennicanza como um espelho do nosso tempo, o encerramento funciona como o último plano de uma cena que deixa intencionalmente a câmera ligada: há risos, afeto e uma promessa de retorno. Fiorello e Biggio entregaram mais do que entretenimento; propuseram um reframe cultural capaz de transformar pequenas piadas e improváveis brincadeiras em um eco reconhecível do zeitgeist italiano — e, por extensão, europeu.

Palavras finais de quem sabe comandar plateias: "Ci vediamo presto". O público aplaude, o roteiro aguarda a próxima temporada, e o rádio — esse velho e reinventado espelho — continua a refletir as nossas contradições com charme e ironia.