Romics 2026: Roma se torna a capital do imaginário na 37ª edição com Takeshi Koike, ZeroCalcare e grandes nomes
Romics 2026: 37ª edição em Roma (1–4 out.) com Takeshi Koike, ZeroCalcare, Max Bunker, Paola Barbato e mais. Festival de quadrinhos, cinema e games.
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Romics 2026: Roma se torna a capital do imaginário na 37ª edição com Takeshi Koike, ZeroCalcare e grandes nomes
Por Chiara Lombardi — Em outubro, Roma volta a se transformar no set coletivo da cultura pop: a 37ª edição do Romics 2026 promete quatro dias de imersão nas linguagens do imaginário — do fumetto à animação, do cinema aos games. Agendada entre 1º e 4 de outubro, a feira consolida-se como um espelho do nosso tempo, onde fandoms, criadores e indústrias se encontram para decifrar o roteiro oculto da cultura contemporânea.
A conferência de apresentação, realizada na Camera di Commercio di Roma, adiantou um calendário denso e internacional: artistas vindos de mais de 20 países, exposições dedicadas a quadrinhos, animação, cinema, videogames e ilustração. A curadoria, nas vozes de Sabrina Perucca e Max Giovagnoli, destaca tanto homenagens históricas quanto nomes essenciais da cena atual.
Entre os premiados com os Romics D'Oro 2026 estão figuras que construíram a memória coletiva do fumetto italiano e internacional: Max Bunker, criador de obras icônicas como Alan Ford; Paola Barbato, escritora e roteirista com sólida trajetória em séries como Dylan Dog; e o celebrado animador japonês Takeshi Koike, cuja leitura moderna de clássicos será exibida integralmente durante o festival.
O diretor artístico Max Giovagnoli também anunciou a presença de convidados internacionais que reforçam o ecossistema criativo do evento: o pioneiro dos jogos de papel e role-playing Ian Livingstone, o maestro da stop-motion e visual fantástico Stefano Bessoni, a ilustradora espanhola Laura Perez (autora, entre outros, de Noctornous) e o concept designer britânico Dan Walker, com créditos visuais em produções como Star Wars e os interiores da Batmobile. A todos, prêmios e reconhecimentos especiais do festival.
Haverá também o retorno esperado de ZeroCalcare, figura determinante da cena de quadrinhos contemporânea italiana — um encontro que promete explorar tanto a dimensão íntima quanto a pública da narrativa gráfica.
Em números, o Romics 2026 solidifica seu papel de plataforma: mais de 400 expositores, cinco pavilhões e um espaço de exposição superior a 70.000 m². Para profissionais, criativos e empresas do setor, o festival é mais do que vitrine — é oportunidade de conectar públicos, testar projetos e celebrar a economia cultural que fertiliza novas linguagens.
Fundado em 2001, o evento chega a 2026 celebrando 25 anos de atividade, uma trajetória que espelha a expansão do entretenimento em suas formas híbridas e transversais. Para quem vive e consome imagens e histórias, o Romics funciona como um mapa: indica tendências, revela mestres e nos convida a reler o presente por meio das artes sequenciais e do audiovisual.
Durante quatro dias, Roma voltará a ser palco de um diálogo entre memória e futuro — entre os clássicos premiados e as inquietações estéticas que atravessam gerações. É o roteiro de uma cidade que, por alguns dias, encena o papel de capital global do imaginário.

