Romina Power e Elena Santarelli marcam a quarta de Belve: LSD, a ausência de Ylenia e o Pandoro-gate

Romina Power relembra LSD, Ylenia e noites com Keith Richards; Elena Santarelli critica o Pandoro-gate e fala do marido Bernardo Corradi. Sal Da Vinci comenta carreira.

Romina Power e Elena Santarelli marcam a quarta de Belve: LSD, a ausência de Ylenia e o Pandoro-gate

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Romina Power e Elena Santarelli marcam a quarta de Belve: LSD, a ausência de Ylenia e o Pandoro-gate

Na quarta edição de Belve, Cristina Fagnani levou ao estúdio três presenças que, juntas, compõem um espelho do nosso tempo: Romina Power, Elena Santarelli e Sal Da Vinci. O encontro virou um roteiro íntimo e, por vezes, inquietante — uma semiótica do viral transformada em confissão.

Romina Power abriu a caixa de memórias com relatos inéditos sobre a adolescência antes de conhecer Al Bano. Falou das experiências com LSD na Londres dos anos 70, das infâncias em internatos e das noites lisérgicas: as festas, o efeito que 'apaga' lembranças e até uma noite em Roma na companhia de Keith Richards. "Tenho poucos ricordi, è una cosa che cancella la memoria" — disse com um sorriso que misturava leveza e mistério.

A cantora também trouxe uma história surpreendente sobre sua mãe e um chá oferecido ao rei Hussein da Jordânia, no qual, segundo ela, havia LSD. Esses episódios se misturam à sua trajetória pública e privada, lembrando como a juventude e a experimentação muitas vezes deixam marcas ambíguas no percurso artístico.

O tom mudou quando veio a pergunta sobre a perda de Ylenia e o impacto disso no fim de seu casamento com Al Bano. Fagnani perguntou: quanto pesou a gestão do luto na separação? A resposta de Romina foi amarga e direta — quando o pilar esperado não está disponível, a base muda. Sobre a filha, Romina falou com a convicção de quem viveu uma fé íntima: "falo sempre de Ylenia perché so che lei esiste da qualche parte". Contou sobre sonhos e encontros com médiuns que nunca lhe disseram que Ylenia tivesse desaparecido por completo.

Houve também espaço para reflexões sobre os primeiros passos na carreira: filmes de cunho erótico e o debate sobre sua menoridade na época. Ao ser questionada se a mãe dava autorização por não ver mal algum naquilo, Romina admitiu que, então, ela não trabalhava — um comentário que devolve a cena cultural da época às normas e aos olhares daquele período.

Elena Santarelli ofereceu em seguida um contraponto mais leve e ao mesmo tempo incisivo. A entrevista teve momentos de comicidade — como a celebração do marido Bernardo Corradi ("meu marido é um dez, Bernardone meu!") — e trechos de emoção profunda, sobretudo ao falar do filho. O tom íntimo se alternou com uma crítica firme ao que ficou conhecido como Pandoro-gate.

Santarelli não poupou palavras: mostrou decepção com Chiara Ferragni e com a opacidade de quem a cercou durante a controvérsia. Perguntada sobre experiências em causas beneficentes que pareciam não ser o que prometiam, respondeu com dureza — há muita gente que age com pouca transparência e mães que acabam envolvendo-se em processos que parecem mais espetáculo do que auxílio real.

Entre risos e provocações, houve também o episódio curioso da rubrica do celular do marido: horas folheando nomes e redes, ao som de uma ciúme que virou anedota pública. "Se algum diretor de recursos humanos perde o telefone, saiba que meu marido tem toda a agenda!", brincou Santarelli, devolvendo humanidade e verniz de classe à discussão.

Fechando a noite, Sal Da Vinci esteve presente, trazendo referências à sua trajetória musical e à maneira como a canção pode ser cena de memória coletiva — uma nota que lembrou que, mesmo em debates carregados, a música segue como um dispositivo de ressonância cultural.

O episódio de Belve funcionou como um refrão sobre como o pessoal e o público se entrelaçam: histórias de experimentação, perda, fé e acusação que revelam um roteiro oculto da sociedade. Como sempre, as conversas televisivas são mais do que confissão; são um reframe da realidade, um espelho em que se leem inquietações maiores sobre responsabilidade, memória e autenticidade.