Quem pode conquistar a Scarpa d'Oro nos Mondiali 2026: os dez artilheiros em foco
Análise dos dez candidatos à Scarpa d'Oro nos Mondiali 2026: históricos, perfis e chances de Kane, Mbappé, Messi e Haaland.
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Quem pode conquistar a Scarpa d'Oro nos Mondiali 2026: os dez artilheiros em foco
Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — A história dos Mondiali guarda prêmios e sedes, mas também vencedores individuais que viraram ícones. Entre os artilheiros, apenas dois italianos ergueram a cobiçada Scarpa d'Oro: Paolo Rossi, com seis gols inconfundíveis em Espanha '82, e Salvatore Schillaci, herói das noites mágicas de Itália '90. Ambos permanecem na memória coletiva não só pelos números, mas pelo papel simbólico que desempenaram em momentos históricos do futebol italiano, hoje lembrados com reverência.
Desde a primeira edição em 1930, quando o argentino Guillermo Stábile marcou oito vezes, a Scarpa d'Oro nunca foi repetida por um mesmo jogador. Apenas três nomes ultrapassaram a barreira das dez redes em uma só edição: Sándor Kocsis (1954), Just Fontaine (1958) e Gerd Müller (1970). Ao longo das décadas houve também edições atípicas, como 1962, quando seis jogadores dividiram a artilharia com quatro gols cada.
A FIFA apontou dez bomber che posso ambire alla Scarpa d'Oro nel Mundial 2026: uma lista que reúne veteranos consagrados e atacantes em plena ascensão. Entre os nomes em maior destaque, o panorama atual inclui figuras que combinam estatísticas impressionantes com seleções que prometem criar inúmeras chances de gol.
Harry Kane é o primeiro deles: o inglês soma 78 gols em 112 partidas pela seleção. A transferência para o Bayern, em 2023, reacendeu a sua vocação goleadora — conforme os números recentes, uma média elevada em campeonato doméstico — e a Inglaterra oferece-lhe apoio técnico de alto nível, com a presença de jogadores criativos como Jude Bellingham, Eberechi Eze, Phil Foden, Marcus Rashford e Bukayo Saka. Kane é, hoje, um goleador cuja leitura de jogo e consistência o fazem candidato natural.
Kylian Mbappé representa a continuidade de uma geração francesa extremamente talentosa: 55 gols em 94 jogos oficiais e um faro de gol que se manteve tanto no Paris Saint-Germain quanto no Real Madrid. A sua capacidade de decisão, aliada ao talento de finalizadores e criadores ao seu redor — citados em listas de aposta francesa — deixa claro que Mbappé tem plenas condições de voltar a dominar a artilharia do torneio.
Lionel Messi permanece, mesmo aos 39 anos durante a fase final, um caso à parte na narrativa do futebol moderno: 115 gols em 196 partidas pela Argentina, números que falam de longevidade e eficácia. Curiosamente, a Scarpa d'Oro é um dos poucos troféus que sempre escapou a ele, apesar de edições em que ultrapassou seis gols.
Erling Haaland, com 55 gols em 48 partidas pela Noruega, chega ao Mundial com a curiosidade de ser um estreante no palco mundial. O seu poder físico, a eficiência nas finalizações e o momento de forma no clube elevam as expectativas: um atacante capaz de condicionar partidas e de aproveitar as raras oportunidades em torneios curtos.
Esses perfis — veteranos que envelhecem bem, goleadores em fase de absoluta maturidade e jovens com potencial de explosão — desenham o mapa dos favoritos à Scarpa d'Oro. A prova prática, como sempre, será coletiva: seleção, estratégia tática e ritmo dos jogos moldam tanto as oportunidades quanto as estatísticas individuais.
Em termos históricos e culturais, o prêmio reflete mais do que talento isolado: simboliza a construção de narrativas nacionais em copas do mundo, momentos de afirmação coletiva e, por vezes, a emergência de heróis que persistem na memória popular. Nos próximos dias, as partidas dirão quais destes nomes conseguirão transformar estatísticas em mito.