Harry Kane decide e leva a Inglaterra aos oitavos após virada sobre a RD Congo em Atlanta

Harry Kane marca duas vezes e leva a Inglaterra aos oitavos após virada por 2-1 sobre RD Congo em Atlanta; próxima parada: México, na Cidade do México.

Harry Kane decide e leva a Inglaterra aos oitavos após virada sobre a RD Congo em Atlanta

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Harry Kane decide e leva a Inglaterra aos oitavos após virada sobre a RD Congo em Atlanta

Harry Kane assumiu a responsabilidade, escreveu mais um capítulo de sua trajetória e conduziu a Inglaterra aos oitavos de final da Copa do Mundo com uma virada por 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Após um primeiro tempo em que os africanos surpreenderam e abriram o placar cedo, o capitão inglês marcou a dupla que ­reverteu o confronto e carimbou a vaga rumo à partida em Ciudad de México, contra o México, anfitrião do jogo das oitavas.

O roteiro mostrou, em pequena escala, o que o futebol costuma oferecer quando se mistura imprevisibilidade tática e necessidade estrutural: logo aos 7 minutos, Mbemba trocou de flanco, Sadiki cortou para a área e deixou espaço para Cipenga, que, livre pela esquerda, não perdoou e bateu Pickford no seu poste com o pé direito. Era a materialização da ambição dos congoleses, que começaram mais compactos e confiantes.

No decorrer do primeiro tempo, a Inglaterra respondeu com momentos de pressão. Spence cruzou e encontrou Bellingham, cuja cabeçada foi espetacularmente defendida por Mpasi. Cinco minutos depois, uma ação de velocidade de Madueke terminou com Rashford pronto para empurrar para o gol, salvo por uma intervenção na linha de Wan-Bissaka. Antes do intervalo, Wissa acertou o poste após assistência de Mbuku, e um pedido de pênalti de Kane — em choque com o goleiro em saída — foi ignorado pela arbitragem.

O segundo tempo trouxe a continuidade da superioridade inglesa, embora sem soluções imediatas até a hora certa. Aos 30 minutos, um cruzamento de Rice desde a direita encontrou o recém-entrado Gordon no segundo poste; dele saiu o passe que permitiu a Kane — de cabeça — igualar o marcador: 1 a 1. Mais do que um gol, o empate confirmou a persistência tática de uma equipe que soube ajustar espaços e armar superioridade numérica nas linhas finais do adversário.

A consumação veio aos 41 minutos, quando o capitão recebeu de costas, girou e disparou um chute seco e colocado, indefensável para Mpasi, que nada pôde fazer: 2 a 1. O resultado fechou a conta em Atlanta e confirmou um padrão que acompanha a Inglaterra em grandes competições: capacidade de navegar por momentos de desvantagem e depender de peças que resolvem sob pressão.

Mais do que o placar, a partida mostra elementos de leitura mais ampla: a Inglaterra mantém sua narrativa de nação futebolística que busca transformar expectativas em projetos coletivos, onde o capitão simboliza continuidade e responsabilidade. Para a República Democrática do Congo, a derrota tem o gosto amargo da oportunidade perdida, mas reafirma o valor de uma coleção de talentos que, fora das estruturas tradicionais do futebol europeu, oferece choque tático e energia física.

Ao fim, as palavras de Harry Kane sintetizaram a noite: "Foi incrível, um jogo louco. Depois da pausa de hidratação criamos muitas chances. É preciso ter paciência nessas partidas". A Inglaterra segue, com o peso simbólico de um elenco maduro e a tarefa clara de enfrentar o anfitrião México numa partida que terá mais do que uma eliminação em jogo: será um encontro entre projeto e território.