Italvolley abre Euro 2026 em Nápoles com presença do Presidente Mattarella
Italvolley estreia em Nápoles com Presidente Mattarella na abertura do EuroVolley 2026; Modena, Turim e Milão recebem as fases decisivas.
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Italvolley abre Euro 2026 em Nápoles com presença do Presidente Mattarella
Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
A Nazionale italiana masculina dirigida por Ferdinando De Giorgi inicia sua campanha na 34ª edição dos Campeonatos Europeus de Voleibol 2026 com um gesto de significado simbólico: a cerimônia de abertura e a partida inaugural serão realizadas em Piazza del Plebiscito, em Nápoles, no dia 10 de setembro, e contarão com a presença do Presidente da República, Sergio Mattarella.
Vinda do papel de vice-campeã europeia — após a final perdida para a Polônia em Roma, em 16 de setembro de 2023 — e carregando o título de bicampeã mundial, a Itália entra no torneio com expectativas altas, mas também com a responsabilidade histórica de representar um esporte que tem raízes profundas em comunidades, clubes e centros de formação espalhados pelo país. Para De Giorgi, a competição será, além de disputa de resultados, uma vitrine das camadas técnicas e estruturais que sustentam o vôlei italiano.
O cronograma da Italvolley na Pool A começa com o confronto contra a Suécia em Piazza del Plebiscito (10/09). Em seguida, a seleção se desloca ao PalaPanini de Modena, palco das partidas de fase de grupos nos dias 11, 13, 15 e 17 de setembro, onde enfrentará, respectivamente, Grécia, Slováquia, República Tcheca e Eslovênia — sempre com horários marcados para as 21h05, conforme a tabela oficial.
As fases finais do torneio seguem um mapa geográfico que lembra a natureza descentralizadora desta edição: oitavas e quartas de final ocorrerão no Palavela de Turim (20, 21 e 23 de setembro), enquanto as semifinais e as partidas decisivas serão disputadas na Arena Santa Giulia, em Milão (25 e 26 de setembro). Assim, quatro cidades italianas — Nápoles, Modena, Turim e Milão — abrigam a jornada da seleção anfitriã, num esforço conjunto com Bulgária, Finlândia e Romênia, coorganizadoras do evento.
O presidente do CONI, Luciano Buonfiglio, frisou o significado institucional do encontro: a volta do Presidente Mattarella a uma partida da seleção é uma leitura política e cultural do esporte — uma confirmação de que o voleibol construiu, ao longo de décadas, um terreno fértil composto por técnicos, infraestruturas e atletas. Segundo Buonfiglio, os Europeus serão a oportunidade para ver, em solo italiano, "alguns dos melhores jogadores do mundo" e para destacar a ligação entre esporte de base e estruturas federativas.
A competição reunirá 24 seleções distribuídas em quatro grupos: Pool A (Itália, Suécia, Eslovênia, República Tcheca, Grécia, Eslováquia); Pool B em Varna; Pool C em Tampere; Pool D em Cluj-Napoca. Entre as equipes presentes estão potências consolidadas como Polônia, França e Sérvia, além de seleções que garantiram vaga via qualificações — um retrato das transformações e continuidades do vôlei europeu.
Do ponto de vista esportivo e social, a edição de 2026 confirma o papel do voleibol como articulador de territórios: estádios e praças tornam-se palcos de representações locais e nacionais, enquanto uma seleção que carrega títulos mundiais encara o torneio europeu com a dupla tarefa de competir e reafirmar um legado. A estreia em Nápoles, sob o olhar presidencial, é mais do que um jogo inaugural — é uma narrativa cívica que conecta memória esportiva, prestígio institucional e expectativa coletiva.