Tony D'Amico é o novo diretor esportivo da Roma a partir de 1º de julho

AS Roma confirma Tony D'Amico como novo diretor esportivo a partir de 1º de julho; Lombardo assumirá interino nesta temporada.

Tony D'Amico é o novo diretor esportivo da Roma a partir de 1º de julho

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Tony D'Amico é o novo diretor esportivo da Roma a partir de 1º de julho

A AS Roma anunciou oficialmente que, a partir de 1º de julho, Tony D'Amico assumirá o posto de diretor esportivo do clube. A nomeação, confirmada na nota oficial do clube, marca o fim do ciclo de Ricky Massara na função e abre uma nova fase na gestão desportiva giallorossa.

No comunicado, o clube explica que, durante a temporada em curso, o cargo será ocupado interinamente por Maurizio Lombardo, até a efetiva entrada de D'Amico. A nota conclui com os votos da propriedade: “A direção deseja a Tony o melhor para esta nova aventura em nosso clube. Bem-vindo a Roma!”.

O perfil de Tony D'Amico chega ao centro da cena romana depois de quatro temporadas na Atalanta, período descrito oficialmente como repleto de “satisfações desportivas”. Para além do dado objetivo da proveniência, a mudança traz reflexões mais amplas sobre o papel do diretor esportivo num clube contemporâneo: não se trata apenas de transações ou de escolhas pontuais, mas de desenho institucional — políticas de formação, integração entre olheiros e departamento médico, e coerência entre projeto esportivo e identidade do clube.

Substituir Ricky Massara significa, para a Roma, a tentativa de reorientar a estratégia após uma temporada marcada por decisões administrativas e expectativas elevadas. A solução interina com Maurizio Lombardo é pragmática, uma maneira de garantir continuidade operacional enquanto se prepara a transição do novo diretor.

Da perspectiva histórica e cultural que guiamos no Espresso Italia, a chegada de D'Amico deve ser lida em duas chaves. Primeiro, como um movimento institucional — clubes italianos procuram, cada vez mais, perfis que combinam conhecimento técnico com habilidade de gestão. Segundo, como um sinal de posicionamento: Roma quer consolidar uma estrutura esportiva capaz de concorrer de forma persistente, não apenas episódica, em cenários domésticos e europeus.

O desafio imediato para Tony D'Amico será estabelecer diálogo com a direção técnica, a comissão técnica e, sobretudo, com uma base de torcedores exigente e sensível às narrativas do clube. A expectativa é que traga à Roma a experiência adquirida na Atalanta, adaptando modelos de scouting e desenvolvimento às singularidades do mercado e da identidade giallorossa.

Mais do que um nome novo no organograma, a contratação representa um teste sobre a capacidade da Roma de transformar intenções em processos duráveis — um ponto que define hoje as grandes transformações do futebol italiano. A nomeação entra em vigor em 1º de julho e a temporada administrativa seguinte dirá até que ponto essa aposta se traduzirá em resultados concretos dentro e fora de campo.

Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — Espresso Italia.