IDF alerta Europa: mísseis do Irã alcançam Berlim, Paris e Roma, diz chefe militar

IDF alerta que mísseis do Irã com alcance de 4.000 km podem atingir Berlim, Paris e Roma; Eyal Zamir afirma Israel continuará operação durante Pessach.

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IDF alerta Europa: mísseis do Irã alcançam Berlim, Paris e Roma, diz chefe militar

Por Marco Severini — Em declaração oficial ao término da terceira semana de combates, o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, afirmou que o Irã demonstrou capacidade de lançar mísseis balísticos intercontinentais de dois estágios com alcance de 4.000 quilômetros, capazes de atingir alvos tão distantes quanto a ilha de Diego Garcia — um objetivo norte-americano — e, em alcance direto, capitais europeias como Berlim, Paris e Roma.

O pronunciamento de Zamir aconteceu no contexto da Operação Leão Rugidor, quando, segundo o comandante, Israel já se encontra "a meio caminho" de seus objetivos, mas com a determinação de prosseguir a campanha mesmo durante o feriado de Pessach. "Sermos a metade do caminho, mas a direção é clara", disse o chefe do Estado-Maior, acrescentando: "Durante a Festa da Liberdade continuaremos a lutar pela nossa liberdade e nosso futuro".

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Zamir sublinhou que os danos sistêmicos infligidos ao regime iraniano nas últimas três semanas começam a se materializar em efeitos de natureza estratégica: militar, econômica e de governança. "O regime maligno está mais fraco, o Irã está mais exposto e desprovido de capacidades defensivas significativas", declarou, numa leitura que mistura avaliação operacional com propósito político-estratégico.

O alerta sobre o lançamento do míssil rumo a Diego Garcia veio acompanhado de uma ressalva: esses projetéis "não são destinados a atingir Israel", mas sua trajetória e alcance colocam em risco centros e eixos de influência além do Oriente Médio. "A história do mundo e a história judaica nos ensinaram que negar uma ameaça ou complacê-la não a faz desaparecer", advertiu Zamir, enfatizando que a tolerância inicial diante de capacidades estratégicas letais acabará por tornar os estados "reféns" no futuro.

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Da perspectiva que privilegio como analista de geopolítica, o anúncio configura um movimento decisivo no tabuleiro: a mobilização de capacidades por parte do Irã redesenha fronteiras invisíveis de risco, enquanto a resposta israelense busca não apenas ganhos táticos contra adversários como o Hezbollah, mas igualmente debilitar o complexo de poder iraniano em múltiplas frentes. Trata-se de uma tectônica de poder que extrapola o teatro local e impõe reassessores à arquitetura de segurança euro-atlântica.

Na prática, as mensagens convergem em três vetores: demonstrar capacidade dissuasória, sinalizar vulnerabilidades do oponente e projetar custos estratégicos ao núcleo do regime adversário. Para capitais europeias e parceiros transatlânticos, o alerta sustenta a necessidade de diálogos urgentes sobre defesas estratégicas, contingência política e salvaguardas diplomáticas.

Em suma, o cenário permanece fluido e exige resposta calibrada: ação militar tática, coordenação política e, sobretudo, visão de longo prazo. Como em um final de partida de xadrez bem jogado, cada movimento geo-estratégico aqui tem implicações que atravessam múltiplas casas do tabuleiro global.

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