La Stampa anuncia Antonio Di Rosa como novo diretor após venda ao Grupo Sae
Antonio Di Rosa assume direção da La Stampa após venda da Gedi ao Grupo Sae; novo conselho e equipe executiva inauguram fase de reestruturação editorial.
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La Stampa anuncia Antonio Di Rosa como novo diretor após venda ao Grupo Sae
Por Marco Severini - Espresso Italia
Em um movimento que redesenha um trecho importante do tabuleiro editorial italiano, La Stampa anunciou a nomeação de Antonio Di Rosa como seu novo diretor, com posse prevista para 1º de julho de 2026. A mudança ocorre na esteira da transferência de propriedade do jornal pela Gedi para o Grupo Sae, operação que inaugura uma nova etapa de coordenação e reestruturação dentro do polo de imprensa liderado por Alberto Leonardi.
A transição tem impacto direto na cúpula do jornal: Andrea Malaguti deixará o cargo de direção, enquanto a nova equipe de comando já foi formalizada. Assumirá a vice-direção vicária Luciano Tancredi, e o posto de vicediretor ficará com Alessandro De Angelis. A transferência de Tancredi também desencadeará mudanças na Nuova Sardegna, outro título integrado ao grupo Sae, sinalizando um rearranjo organizacional mais amplo entre as testadas do conglomerado.
Fontes internas indicam que, entre os atuais vicediretores de La Stampa, alguns nomes poderão permanecer na nova estrutura: destacam-se Federico Monga (vicário), Gianni Armand-Pilon, Giuseppe Bottero e Massimo Righi. A expectativa é de que a nova direção promova uma fase de transição editorial que privilegie sinergias entre as redações do grupo.
Perfilado como executivo com longa trajetória na imprensa, Antonio Di Rosa já dirigiu órgãos de referência como Il Secolo XIX, La Gazzetta dello Sport, a agência La Presse e a própria Nuova Sardegna. Também ocupou, no passado, o cargo de vicediretor do Corriere della Sera. Sua nomeação é vista como uma peça prudente no tabuleiro de poder: um movimento destinado a harmonizar redações e preservar continuidade, sem rupturas bruscas.
Do ponto de vista societário, permanece relevante a presença da família Elkann, que seguirá como acionista no novo arranjo, mantendo influência estratégica, ainda que sem controle majoritário direto. Essa permanência funciona como um alicerce político e financeiro para estabilizar a transição em curso.
Paralelamente, o grupo La Stampa Sae SpA constituiu seu primeiro conselho de administração durante a assembleia de sócios realizada em 5 de junho: um conselho de 11 membros com Paolo Ceretti na presidência e Massimo Briolini como administrador delegato. Completam o C.A. Pasquale Marchese, Maurizio Milan, Luigi Carraro, Riccardo Toto, Giuliano Tatasciore, Federico Borgna, Carlo Pavesio, Giuliana Cirio e Andrea Gavosto.
Em termos estratégicos, a nomeação de Di Rosa e o desenho do novo conselho representam um movimento calculado para assegurar governabilidade e integração editorial entre títulos regionais e nacionais do grupo. É um ajuste fino na tectônica de poder da imprensa italiana: menos um golpe de efeito do que um redesenho lento e disciplinado das linhas de influência.
Nos próximos meses será possível avaliar se essa nova coalizão editorial consolidará um eixo de influência coerente, ou se o processo trará reconfigurações adicionais no mosaico dos jornais italianos. O primeiro teste prático começará no dia 1º de julho, quando o novo diretor assumirá oficialmente o comando.