Leonardo aprova balanço 2025: receitas €19,5 bi, EBITA €1,7 bi e resultado líquido €1,3 bi

Leonardo aprova balanço 2025: receitas €19,5 bi, EBITA €1,752 bi, resultado líquido €1,3 bi e backlog €46 bi. Crescimento em todos os setores.

Leonardo aprova balanço 2025: receitas €19,5 bi, EBITA €1,7 bi e resultado líquido €1,3 bi

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Leonardo aprova balanço 2025: receitas €19,5 bi, EBITA €1,7 bi e resultado líquido €1,3 bi

Roma, 7 de maio de 2026 — Em assembleia realizada em Roma no dia 7 de maio, os acionistas da Leonardo aprovaram o balanço do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, confirmando uma trajetória de crescimento que redesenha posições no tabuleiro da indústria de defesa e aeroespacial.

Sob a presidência de Francesco Macrì e a direção do CEO Lorenzo Mariani, o Grupo registrou receitas de €19,5 bilhões (+11% em termos reportados), um EBITA de €1.752 milhões (+18,2% no perímetro isoperimetro) e um resultado líquido consolidado de €1,3 bilhões. O resultado líquido ajustado atingiu €1.015 milhões (+18,6%), indicando um avanço na qualidade dos lucros.

Os números traduzem-se em um aumento sensível dos pedidos, que alcançaram €23,8 bilhões (+14,5% isoperimetro), impulsionados, entre outros fatores, por um contrato relevante na aeronáutica para suporte logístico integrado e treinamento da frota Eurofighter da Força Aérea do Kuwait. Esse dinamismo mantém elevada a demanda por soluções de segurança e defesa, consolidando o posicionamento do Grupo nos mercados estratégicos.

O nível de pedidos resultou em um book to bill de aproximadamente 1,2, enquanto o portfólio de pedidos (backlog) ultrapassa a marca de €46 bilhões, assegurando cobertura produtiva de cerca de 2,4 anos. Em termos geoestratégicos, trata-se de um alicerce que confere previsibilidade operacional frente à instabilidade externa, mitigando riscos de curto prazo.

Todos os setores de negócio registraram crescimento em receita em 2025. O desempenho foi particularmente notável na Eletrônica para Defesa e Segurança — tanto na componente europeia quanto na subsidiária Leonardo DRS —, além de contribuições relevantes de Helicópteros e Aeronáutica (com destaque para a linha de velivoli). O segmento Space foi beneficiado pelo aumento dos serviços e por um parcial ressarcimento da atividade manufatureira da Space Alliance. Também se destacaram as Cyber & Security Solutions.

Apesar dos resultados operacionais sólidos, a controlada Leonardo DRS sofreu impacto negativo decorrente de efeitos de câmbio, o que evidencia a sensibilidade da cadeia de valor às flutuações monetárias — um lembrete de que as tectônicas de poder econômico podem alterar margens com rapidez.

Em termos de rentabilidade, o ROS evoluiu de 8,4% para 9,0% (isoperimetro), refletindo tanto maiores volumes quanto melhoria da profittabilidade. A geração de caixa também apresentou ganho, fortalecendo a posição financeira do Grupo diante de um ambiente geopolítico que mantém elevada a demanda por capacidades de defesa e segurança.

Como analista que observa o tabuleiro estratégico, interpreto estes resultados não apenas como uma vitória contábil, mas como um movimento de consolidação: a Leonardo amplia sua influência industrial e operacional, reforça os alicerces de sua carteira de pedidos e ganha margem de manobra para investir em tecnologias críticas, num contexto em que os equilíbrios de poder exigem robustez e previsibilidade.

Os números aprovados hoje sustentam, portanto, um cenário de crescimento sustentado, ainda que condicionado a riscos externos — câmbio, pressão sobre cadeias de suprimento e volatilidade dos mercados internacionais. O Grupo entra em 2026 com maior capacidade de atrito estratégico e com uma base contratual que lhe proporciona continuidade produtiva e financeira.