Corpo de Gianluca Benedetti recuperado nas Maldivas; buscas por outros quatro italianos suspensas por mau tempo, diz Tajani
Corpo de Gianluca Benedetti é recuperado nas Maldivas; buscas por outros quatro italianos foram suspensas por mau tempo, diz Tajani.
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Corpo de Gianluca Benedetti recuperado nas Maldivas; buscas por outros quatro italianos suspensas por mau tempo, diz Tajani
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Por Marco Severini — Em um movimento doloroso no tabuleiro da diplomacia e da emergência internacional, foi recuperado o corpo do italiano Gianluca Benedetti nas Maldivas, confirmou ontem a autoridade de resgate local. A descoberta contradiz uma identificação preliminar que atribuíra o corpo à bióloga Monica Montefalcone. Permanecem desaparecidos os outros quatro cidadãos italianos que mergulhavam na mesma expedição: Giorgia Sommacal, Monica Montefalcone, Muriel Oddenino e Federico Gualtieri.
Benedetti, 44 anos, era figura conhecida entre quem opera nos atóis: ex-bancário, hoje instrutor de mergulho, capobarca e operations manager do operador turístico Albatros Top Boat. Segundo relatos reunidos por testemunhas e pela equipe que acompanhava os turistas, o grupo realizou a imersão por volta das 11h; quando, aproximadamente às 12h, não houve ressurgência, iniciou-se a busca.
Fontes da operação de salvamento informam que o corpo de Benedetti foi localizado em uma cavidade subaquática que, conforme as primeiras avaliações, se estende por cerca de 260 metros e atinge profundidades na ordem de -60 metros. As características da cavidade, a profundidade e eventuais limitações de autonomia das garrafas de oxigênio são elementos centrais na reconstrução técnica do acidente, que continuará sob investigação por autoridades locais e peritos italianos.
Em Macerata, o ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani informou que, por ora as buscas foram suspensas por mau tempo. Tajani, no âmbito de um congresso regional de seu partido, afirmou: “Faremos tudo o possível para recuperar as salmas dos nossos concidadãos.” A suspensão temporária das operações decorre de condições meteorológicas adversas que elevam o risco para as equipes de mergulho e resgate, segundo as equipes locais, que qualificaram a missão como “de alto risco”.
Os 20 italianos que permaneceram a bordo do navio Duke of York, no qual Benedetti costumava acompanhar turistas, foram assistidos pelo embaixador italiano em Colombo, Damiano Francovigh, e estão bem do ponto de vista médico, ainda que sob forte choque emocional. Suas declarações são cruciais para compreender a dinâmica do mergulho e os procedimentos adotados no momento do incidente.
Em termos investigativos, há hipóteses preliminares que contemplam erro de avaliação de autonomia de cilindros, condições locais imprevistas na cavidade e limitações de visibilidade. A combinação desses fatores, somada à profundidade e à morfologia da gruta subaquática, compõe um cenário técnico que exige perícia especializada e cautela nas próximas fases de recuperação.
Enquanto a operação é interrompida por motivos de segurança, a diplomacia italiana mobiliza ativa assistência consular e mantém comunicação permanente com as autoridades maldivianas. Do ponto de vista estratégico, trata-se de manter os alicerces da cooperação internacional e garantir que a retomada das buscas se dê com protocolos rígidos de segurança — um movimento de precisão, quase como um lance de xadrez em que cada peça deve ser preservada para não comprometer toda a estratégia.
Esta tragédia toca não só famílias e amigos, mas também a pequena comunidade de mergulhadores que conhece as fragilidades e os riscos do ambiente subaquático. A expectativa é que, assim que as condições meteorológicas permitirem, as operações de recuperação sejam reiniciadas com equipes especializadas e suporte internacional. Até lá, permanece a vigilância diplomática e técnica sobre um caso que pede respostas e respeito.