Rai Way reforça continuidade executiva: Enrico Mordillo presidente e Roberto Cecatto confirmado CEO
Rai Way nomeia Enrico Mordillo presidente; Roberto Cecatto é confirmado CEO. Lucro de €88,6 mi, dividendo €0,33 e recompra até 10% confirmados.
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Rai Way reforça continuidade executiva: Enrico Mordillo presidente e Roberto Cecatto confirmado CEO
Por Marco Severini — Em um movimento que reafirma a busca por estabilidade e continuidade estratégica, a assembleia de acionistas da Rai Way, realizada em 29 de abril de 2026, elegeu o novo Conselho de Administração para o trienio vindouro e sancionou uma série de decisões financeiras e corporativas de relevo. O ponto central do redimensionamento institucional foi a nomeação de Enrico Mordillo como novo presidente, em substituição a Giuseppe Pasciucco, e a reconfirmação de Roberto Cecatto como administrador delegado e diretor-geral, em seu segundo mandato.
O novo Conselho de Administração reúne perfis de governação, mercado e fundos de investimento: além de Enrico Mordillo e Roberto Cecatto, integram o board Monica Caccavelli, Romano Ciccone, Barbara Morgante, Gian Luca Petrillo, Greta Tellarini e Maria Cristina Vismara (indicados pela lista de maioria apresentada pela Rai), bem como Salvatore Sardo, representante dos fundos associados a Assogestioni. Essa composição foi validada para gerir a empresa pelos próximos três anos.
No plano econômico, a assembleia aprovou as contas do exercício de 2025, que encerraram com um sólido lucro de 88,6 milhões de euros, sinalizando resiliência operacional. Foi também deliberada a distribuição de um dividendo de 0,33 euro por ação, além da ratificação da política de remunerações para 2025 e das diretrizes para 2026. Entre as aprovações estratégicas, destaque para a autorização de recompra de ações própria de até 10% do capital social e para o lançamento de um plano de acionariado difuso direcionado aos colaboradores — medidas que reforçam tanto a gestão ativa do capital quanto a política de engajamento interno.
Reunido sob a presidência do próprio Enrico Mordillo, o Conselho confirmou Roberto Cecatto no cargo de administrador delegado, garantindo continuidade executiva. O board avaliou e atestou o cumprimento dos requisitos de independência por parte dos administradores que assim se declararam, em conformidade com a legislação vigente e com o Código de Corporate Governance.
Para fortalecer os mecanismos de supervisão, foram instituídos comitês internos compostos exclusivamente por administradores independentes. O Comitê Controle e Riscos e para a Sustentabilidade — que também exerce funções relacionadas a operações com partes vinculadas — será presidido por Gian Luca Petrillo e incluirá Greta Tellarini e Maria Cristina Vismara. O Comitê Remuneração e Nomeações ficará sob a coordenação de Barbara Morgante, com a participação de Romano Ciccone e Salvatore Sardo.
Foi igualmente confirmado, com parecer favorável do Collegio Sindacale, Adalberto Pellegrino como dirigente responsável pelos documentos contábeis societários — cargo que permanecerá vigente até a aprovação do balanço em 31 de dezembro de 2028. Essas escolhas consolidam os alicerces institucionais para os próximos anos, numa clara orientação à previsibilidade e à boa governança.
Em termos de perfil, Enrico Mordillo traz ao posto uma trajetória vinculada à finança pública e à governança de empresas participadas pelo Estado, com vasta experiência em estruturas institucionais. Para além dos nomes, o pacote de deliberações traça um desenho de poder interno e externo destinado a preservar a estabilidade operacional da empresa, reduzindo incertezas em um ambiente onde a tectônica de poder e as dinâmicas regulatórias continuam a redesenhar fronteiras invisíveis.
Do ponto de vista estratégico, a combinação entre continuidade no executivo e renovação no comando do conselho representa um movimento calculado no tabuleiro corporativo: reforça a continuidade das políticas adotadas e, simultaneamente, pretende garantir contrapesos institucionais por meio de comitês independentes. Em um cenário europeu de rápida evolução tecnológica e de mercado, tais decisões não são meramente administrativas; são jogadas de longo prazo para manter a empresa no centro do mapa de infraestrutura de comunicações.
Em resumo, a Rai Way entra em um novo ciclo com um quadro de governança desenhado para aliar estabilidade, supervisão independente e instrumentos financeiros ativos — elementos essenciais para navegar as próximas etapas do jogo geopolítico e econômico.