Trump freia negociações com o Irã: 'Condições ainda não são boas' e intensifica pressão no Estreito de Hormuz

Trump diz que rejeita acordo com o Irã por condições 'não boas' e intensifica planos para proteger o Estreito de Hormuz; Kharg foi alvo de ataques.

Trump freia negociações com o Irã: 'Condições ainda não são boas' e intensifica pressão no Estreito de Hormuz

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Trump freia negociações com o Irã: 'Condições ainda não são boas' e intensifica pressão no Estreito de Hormuz

Por Marco Severini — Em entrevista à NBC, o presidente Trump afirmou que, apesar da disponibilidade do Irã para fechar um entendimento, ele não está disposto a assinar um acordo enquanto as condições não forem 'suficientemente boas'. Segundo o chefe da Casa Branca, qualquer termo de paz terá de ser 'muito sólido' para justificar o fim do conflito.

Na conversa telefônica de quase 30 minutos, Trump reiterou que ainda não está pronto para concretizar um pacto que encerre a guerra com o Irã, apesar da aparente vontade iraniana em negociar. O presidente norte-americano disse preferir manter em segredo os detalhes de um eventual acordo, mas deixou claro que o compromisso iraniano de renunciar de forma irrestrita a ambições nucleares seria um elemento central.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Ao tratar da segurança do tráfego marítimo, Trump afirmou que trabalha com aliados em um plano para assegurar o Estreito de Hormuz, em face da escalada dos preços globais do petróleo. O presidente minimizou as apreensões dos consumidores norte-americanos sobre a alta dos combustíveis desde a operação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel, iniciada há cerca de duas semanas.

Sobre os recentes bombardeios, Trump afirmou que os ataques norte-americanos na ilha de Kharg teriam 'completamente destruído' grande parte da ilha, e não descartou a possibilidade de novos ataques, chegando a dizer, em tom provocador, que poderia 'atingi-la mais algumas vezes, só por diversão'. O presidente também declarou estar surpreso com a decisão iraniana de atacar outros países da região em retaliação à operação conjunta dos EUA e de Israel.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Questionado sobre a saúde da nova liderança suprema em Teerã, Trump lançou dúvidas sobre se o novo guia supremo iraniano 'ainda estaria vivo'. Ele também admitiu que não há confirmação definitiva de que o Irã tenha lançado minas no Estreito de Hormuz, e comunicou a intenção de promover operações de varredura e desminagem com 'grande determinação'. Segundo o presidente, outros países afetados por dificuldades de acesso ao petróleo poderiam juntar-se a esse esforço.

Ao ser pressionado sobre a possibilidade de a Marinha dos EUA escoltar navios comerciais pelo estreito, Trump evitou dar uma resposta direta: 'Não quero dizer nada sobre isso', limitou-se a afirmar, porém, que a opção 'é possível'.

Como analista interessado na arquitetura estratégica global, vejo este conjunto de declarações como um movimento tático no tabuleiro. A recusa em acelerar um acordo revela a busca por termos que desloquem a tectônica de poder regional a favor de Washington, exigindo concessões que desmantelariam os alicerces nucleares e de projeção iranianos. Ao mesmo tempo, a ênfase na segurança do Estreito de Hormuz e nos danos à ilha de Kharg sinaliza uma intenção de controlar pontos sensíveis da cartografia do petróleo, sem, contudo, fechar as portas à diplomacia — desde que no ritmo e nas condições que reforcem a posição americana.

Em suma, trata-se de um movimento decisivo no tabuleiro: pressionar para obter garantias duráveis, mantendo abertas opções militares e diplomáticas enquanto se redesenha, de modo incremental, o equilíbrio regional.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘