ASviS lança a 10ª edição do Festival do Desenvolvimento Sustentável: acelerar a Agenda 2030 é urgência

ASviS lança a 10ª edição do Festival do Desenvolvimento Sustentável: urgência para acelerar a Agenda 2030 e transformar consciência em ação.

ASviS lança a 10ª edição do Festival do Desenvolvimento Sustentável: acelerar a Agenda 2030 é urgência

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ASviS lança a 10ª edição do Festival do Desenvolvimento Sustentável: acelerar a Agenda 2030 é urgência

Por Aurora Bellini — Em um momento em que o horizonte global pede decisões mais firmes, a ASviS apresenta a décima edição do Festival do Desenvolvimento Sustentável, que ocupará todo o mês de maio com centenas de iniciativas em toda a Itália e no mundo. O evento nasce sobre dados que iluminam tanto avanços quanto desafios: segundo pesquisa da Ipsos Doxa com 1.200 italianos, 73% já ouviram falar da Agenda 2030 — quase um terço a mais do que há quatro anos — e 90% dos entrevistados consideram importante engajar-se pela sustentabilidade.

Esses números, apresentados em Roma na histórica Sala A da sede da RAI, confirmam uma maior consciência pública sobre os temas socioambientais, mas também revelam uma cobrança crescente sobre as instituições. Para 57% dos italianos, é o setor público que deve liderar a transformação rumo à sustentabilidade, seguido por empresas e cidadãos — um sinal de que a sociedade espera liderança e coordenação eficazes.

O Festival do Desenvolvimento Sustentável chega ao seu décimo aniversário no mesmo ano em que a própria ASviS completa uma década de atuação. “A Aliança, desde 2016, reuniu mais de 300 organizações e centenas de especialistas para reafirmar que a sustentabilidade é condição essencial para o país”, afirmam Marcella Mallen e Pierluigi Stefanini, presidentes da ASviS. O festival é descrito como a maior plataforma de mobilização de territórios, instituições e empresas para acelerar o alcance dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

No entanto, o calendário nos lembra que o tempo é escasso: faltam apenas quatro anos para a meta de 2030. Em escala global, menos de 20% das metas da Agenda 2030 parecem alcançáveis com as trajetórias atuais; muitos objetivos estagnam ou regrediram devido a crises climáticas, tensões geopolíticas e conflitos. A situação italiana também preocupa: em seis dos 17 ODS, o país está pior do que há quinze anos.

“As escolhas de hoje condicionarão profundamente o presente e o futuro das próximas gerações”, comentou Enrico Giovannini, diretor científico da ASviS. Sem uma aceleração concreta e um forte alinhamento das políticas públicas, o custo — econômico e social — será alto.

O Festival 2026 pretende, então, mais que celebrar uma década: quer semear propostas práticas e compartilhar competências para que a sustentabilidade se torne critério central nas decisões públicas e privadas. Serão debates, oficinas, iniciativas locais e colaborações entre setor público, empresas e sociedade civil — um convite para que luz e ação conjuguem-se em caminhos transformadores.

Como curadora e observadora otimista, enxergo no Festival uma oportunidade para iluminar novos caminhos: unir análises técnicas e coragem política, traduzir evidências em políticas e fomentar alianças que resistam a crises. É tempo de cultivar prioridades — clima, justiça social, economia regenerativa — e de reafirmar compromisso: acelerar agora ou pagar depois o preço da inação.

O Festival do Desenvolvimento Sustentável chega para reacender o debate, mobilizar atores e transformar intenção em projetos tangíveis. Entre luzes e sementes, a mensagem é clara: a Agenda 2030 precisa de urgência, liderança e cooperação para brotar em resultados.