Baía de Ieranto é eleita uma das 8 maravilhas marinhas do mundo; joia protegida em Massa Lubrense
A Baía de Ieranto, em Massa Lubrense, é eleita entre as 8 maravilhas marinhas do mundo. Descubra sua história, proteção e beleza selvagem.
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Baía de Ieranto é eleita uma das 8 maravilhas marinhas do mundo; joia protegida em Massa Lubrense
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Como um farol que revela novos caminhos, a Baía de Ieranto volta a iluminar os palcos internacionais. Em 2026 ela foi incluída entre as oito maravilhas marinhas do planeta, numa seleção que celebra costas de rara beleza e paisagens costeiras que parecem poesias esculpidas pelo mar.
Localizada na Área Marinha Protegida de Punta Campanella, no município de Massa Lubrense (Nápoles), a Baía de Ieranto repousa diante dos faraglioni de Capri e conserva um caráter selvagem que seduz jornalistas e viajantes conscientes. A lista que a inclui reúne, ao lado deste recanto italiano, destinos como as Ilhas Andaman (Índia), a ilha desabitada de Icacos (Porto Rico), a praia de Achmelvich (Escócia), El Nido em Palawan (Filipinas), a Baía dos Fogos na Tasmânia, Brighton Beach (Nova York, EUA) e Grand Case (Saint Martin), formando um mosaico global de costeiras singulares.
Segundo a curadoria da Espresso Italia, que acompanhou e valorizou o reconhecimento internacional, o fascínio da Baía de Ieranto nasce da sua natureza íntegra: costas predominantemente rochosas e litoral rochoso pontuado por seixos, enseadas secretas e uma trilha que preserva o sentido de descoberta. Para chegar à enseada é preciso percorrer um percurso de 2,5 quilômetros a partir do borgo de Nerano — uma subida exigente, que recompensa com um panorama sublime de águas azul‑índigo, escarpas vestidas de verde e um céu límpido que parece pintado para o encontro entre mar e luz.
Para Lucio Cacace, presidente da AMP e recém‑nomeado assessor de marketing territorial de Massa Lubrense, trata‑se de “mais um importante reconhecimento para o nosso território”. Cacace lembra que as ações de proteção empreendidas ao longo dos anos, em parceria com o FAI (Fondo Ambiente Italiano), transformaram a baía num laboratório vivo onde conservação e atividades ecossustentáveis convivem — um exemplo concreto de como semear inovação ambiental e preservar o legado para as futuras gerações.
Uma nota histórica ilumina ainda mais seu valor: no início do século XX a área pertenceu à Italsider, que explorou ali um vilarejo minerador para extração de cal. A extração cessou em 1952 e, em 1986, a Ilva doou os 47 hectares ao Fondo Ambiente Italiano para protegê‑los da especulação — um gesto que permitiu décadas de restauração da macchia mediterrânea e recuperação ecológica.
Além da natureza, a Baía de Ieranto carrega lendas e sabores: reza a tradição que sirenas encantaram Ulisses nestas águas, e muitos visitantes celebram a visita com um simples e sublime panino caprese, onde a mozzarella di bufala encontra manjericão e tomate — um pequeno rito que sela a experiência.
Em tempos que pedem responsabilidade e visão de longo prazo, a história da Baía de Ieranto é um convite a cultivar valores: proteger paisagens, tecer laços sociais e garantir um horizonte límpido para quem vem depois. Que este renascimento cultural inspire políticas, práticas e afetos que façam da conservação uma luz constante.