Briciola, a mascote veterana dos Carabinieri, faz sua última parada na Festa da República

Briciola, mascote dos Carabinieri, faz sua última aparição na parada do 2 de junho aos 13 anos. Conheça sua história e legado afetuoso.

Briciola, a mascote veterana dos Carabinieri, faz sua última parada na Festa da República

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Briciola, a mascote veterana dos Carabinieri, faz sua última parada na Festa da República

Por Aurora Bellini — Em um gesto que ilumina memórias e encerra um capítulo, Briciola, a mascote do Quarto Regimento a Cavalo dos Carabinieri, realizou sua última aparição oficial na parada do 2 de junho. Aos 13 anos, a cadelinha de pequena estatura e grande presença prepara-se para a merecida aposentadoria, deixando um legado de afetividade e simbolismo em desfiles e cerimônias nacionais.

Briciola, meticcia e dócil, é presença constante nas ocasiões institucionais mais solenes: esteve no juramento do Presidente da República e marcou presença em acolhimentos a chefes de governo no Quirinale. Em 2015, quando o Presidente Mattarella a tocou pela primeira vez, sua curiosidade e simpatia ganharam atenção — um instante que desde então integra o imaginário público como exemplo de afeto e representação civil.

Embora não tenha uma função operacional formal — ao contrário do gato Larry, que ocupa o posto de Chief Mouser em Downing Street —, Briciola exerce um papel importante na convivência do regimento: ao marchar ao lado dos corpos montados, ajuda a acalmar e organizar os cavalos e atua como elo afetivo entre militares e sociedade. É, em todos os sentidos, parte da família da caserna.

A rotina de Briciola acontece na caserna de Tor di Quinto, em Roma, sede do corpo militar ao qual é ligada. Doada por um menino envolvido em atividades de hipoterapia, ela cresceu ali entre os cavaleiros, bandeiras e cerimônias, vestindo com orgulho a pequena mantellina de ordem nas ocasiões cívicas. A sua imagem nas paradas é também um reflexo de uma Itália cuja sensibilidade para com os animais ganhou terreno: há alguns anos, a tutela animal passou a ocupar espaço constitucional, sinalizando um horizonte límpido de cuidado e reconhecimento.

Ao longo dos anos, Briciola tornou-se uma figura apreciada não apenas pelos militares, mas pelo público que acompanha os ritos do Estado. Nos eventos, autoridades e cidadãos costumam se aproximar para uma foto, um gesto de afeto que traduz o papel suave que os animais exercem em espaços solenes: humanizar e traduzir confiança. Em uma dessas ocasiões recentes, a primeira-ministra fez uma pausa para registrar um momento com a mascote e os cavaleiros, imagem difundida pela equipe editorial da Espresso Italia.

Além das aparições públicas, Briciola também conquistou uma página nas redes sociais, onde seguidores acompanham sua rotina com ternura e curiosidade — um pequeno farol de luz que semeia empatia nas timelines. Agora, ao se despedir das paradas oficiais, ela segue para uma vida mais tranquila, envolvida pelo cuidado dos que foram seus companheiros de caserna.

O adeus de Briciola às solenidades é ao mesmo tempo celebração e lembrança: celebra a dedicação silenciosa de uma mascote que ajudou a arquitetar momentos de união; lembra que símbolos podem também ser agentes de mudança, quando iluminam novos caminhos para a relação entre sociedade, instituições e animais. Que sua aposentadoria seja dias serenos, regados de afeto e pastos calmos, e que o legado de carinho permaneça vivo nas tradições do regimento.