Disneyland Paris inaugura World of Frozen e já planeja áreas de Up e O Rei Leão
Disneyland Paris inaugura o World of Frozen; investimentos de €2 bi e novas áreas de Up e O Rei Leão prometem transformar o turismo europeu.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Disneyland Paris inaugura World of Frozen e já planeja áreas de Up e O Rei Leão
Por Aurora Bellini — Em uma noite iluminada por fogos e um balé tecnológico de mais de 400 drones, a Disneyland Paris celebrou a abertura do seu mais ambicioso capítulo: o World of Frozen. Inaugurada pelo novo CEO da Disney, Josh D'Amaro, a área tematizada inspirada no fenômeno de 2013 transformou Arendelle em um vilarejo às margens de um grande lago, coronado pela imponente fortaleza de gelo da rainha Elsa.
O projeto, resultado de um acordo firmado em fevereiro de 2018 entre o então presidente da Walt Disney Company, Bob Iger, e o presidente francês, Emmanuel Macron, representa um investimento de dois bilhões de euros que vem remodelando o complexo de Disneyland Paris. A iniciativa não apenas amplia os espaços dos Studios — agora renomeados Adventure World — como também redesenha a ambição dos parques: não mais meros palcos cinematográficos, mas mundos inteiros onde a narrativa se vive em primeira pessoa.
Com mais de 15 milhões de visitantes por ano, a Disneyland Paris é a principal atração turística europeia e responde por uma fatia relevante do turismo nacional, estimada em torno de 6% do PIB turístico francês. O complexo gera cerca de 20 mil empregos diretos e impacta outras 70 mil vagas na cadeia produtiva, iluminando uma economia local que respira cultura e hospitalidade.
Os visitantes que cruzaram os portões nesta manhã encontraram uma recriação cuidadosa de Arendelle: ruas de pedra, comércio típico, embarcações no lago e a montanha gelada que faz a ligação com o castelo de Elsa. A mudança no nome para Adventure World evidencia uma nova vocação que mantém o foco no cinema, mas amplia o horizonte para experiências imersivas e interdisciplinares ― uma aposta que promete semear inovação no conceito de entretenimento temático.
Enquanto o público ainda absorve as cores e sons de World of Frozen, guindastes no horizonte já sinalizam os próximos passos. As obras seguem em ritmo acelerado para duas novas áreas: uma dedicada ao filme Up e outra a O Rei Leão. Esta última ganhará destaque especial: será a primeira área temática de O Rei Leão inaugurada em um parque Disneyland no mundo, um pioneirismo que se espera influenciar futuras expansões globalmente.
Aquela que remete à montanha nevada de Arendelle sustentará um diálogo geográfico e simbólico com o cenário africano do futuro espaço do filme de Simba e Mufasa, onde a vasta Rupe dos Reis promete ser palco para a celebração do ciclo da vida. Hoje existem seis complexos Disneyland pelo mundo — Los Angeles, Orlando, Paris, Tóquio, Hong Kong e Xangai — com uma próxima abertura prevista em Abu Dhabi; a nova ala parisiense pretende se tornar referência para os demais parques.
Mais do que entretenimento, a chegada do World of Frozen é um exercício de engenharia cultural: ilumina novos caminhos para o turismo, inspira modelos de colaboração público-privada e reforça a capacidade de criar narrativas que mobilizam comunidades e economias locais. Em tempos de busca por legados duradouros, a Disney planta uma semente que, esperançosamente, florescerá em experiências duradouras e oportunidades reais para quem habita e visita a região.
Na véspera de sua visita oficial à Paris, o presidente Macron assistiu aos primeiros desdobramentos do projeto, confirmando o papel estratégico do complexo para a França. A inauguração do World of Frozen não é apenas um espetáculo: é um convite a imaginar futuros onde cultura, inovação e economia se entrelaçam para construir horizontes mais claros.