Simona Ventura e Giovanni Terzi: 'Não queríamos uma vida sem cães. Tony é mimado — o próximo será um vira-lata'
Simona Ventura e Giovanni Terzi falam do carinho por Tony, o bassotto mimado, e anunciam: o próximo cão será um vira-lata adotado.
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Simona Ventura e Giovanni Terzi: 'Não queríamos uma vida sem cães. Tony é mimado — o próximo será um vira-lata'
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em casa, entre projetos culturais e passos pequenos que iluminam o corredor, o laço entre humanos e animais revela caminhos simples e profundos. Simona Ventura e Giovanni Terzi conversam comigo ao fim de um dia de trabalho na Ventura Academy, o hub que criaram para apoiar artistas em ascensão. No centro dessa intimidade reside um pequeno reivindicador de afeto: Tony, o bassotto que conquistou corações e devolveu alegria aos cantos da casa.
"Tony me escolheu", admite Giovanni com leveza, rendendo-se sem alarde ao rival em questão de afeição. O cãozinho, tão longo quanto um antebraço e mais leve que um gato grande, carrega um pelo artisticamente malhado — destaque para uma mancha em forma de coração no rosto — e personalidade abundante. Diante desse encanto, qualquer ciúme se dissolve como luz ao entardecer.
Simona sorri e conta: "Ele intui perfeitamente o horário em que chego. Abro a porta e, antes de todos, Tony vem ao meu encontro. Talvez eu o tenha mimado demais, quem sabe. O Giovanni é mais rígido, tenta impor comandos que, é claro, não são respeitados. Os bassottos são uma raça à parte, diferentes dos outros cães".
A decisão de ter outro cão começou com um desejo conjunto: um filhote, preferencialmente uma fêmea. Buscavam um kaninchen — a versão anã do bassotto, charmosa e excêntrica. Houve uma ninhada anunciada, mas só restavam dois machos. E, cerca de um ano e meio atrás, entrou na família o café com leite de pelos que recebeu o nome de Tony, numa mediação que agradou a todos e remeteu a várias referências musicais e cinematográficas.
A história familiar com animais não é nova. "Quando jovem, em casa, tivemos o Hugo, um Jack Russell. Não soubemos educá-lo, nos mordeu todos. Foi culpa nossa não termos conseguido lidar com ele. Hugo morreu há dois anos, aos 18 anos", lembra Simona. Com Giovanni, a escolha foi clara: não se habituariam a uma vida sem cães. Ele, por sua vez, já teve labradores e um pastor abruzzese.
O nome Tony veio como um acordo entre os membros da família — simples, afetivo e carregado de lembretes de afeto. "Uma senhora perguntou por que ele tinha aquela cor estranha e eu expliquei que era fruto de suas origens", conta Giovanni, entre risos e confidências domésticas.
Simona é firme em seu posicionamento sobre respeito animal: "Quem maltrata os animais merece desprezo". Essa convicção se traduz não só em palavras, mas em atitudes concretas: o próximo cão da família, garante ela, será um vira-lata adotado — uma escolha que fala de responsabilidade, generosidade e da vontade de semear novos começos.
Entre o cuidado diário, as pequenas manias do Tony e os compromissos da Academia, a rotina da casa se torna um laboratório de afeto — um lugar onde se tecem laços e se iluminam novos caminhos. O privilégio de cuidar de um animal é, para Simona e Giovanni, uma forma de legado: ensinar respeito, compaixão e a arte de acolher o inesperado.
Enquanto planejamos a próxima iniciativa da Ventura Academy na Fabbrica del Vapore em Milão, a família prepara-se para abrir espaço a mais um membro — desta vez, nascido nas ruas e com uma história para reescrever, sob o calor de um lar que promete cuidar e transformar. E assim, entre luzes e afeto, eles continuam a cultivar valores e a revelar novos caminhos de convivência humana e animal.