Autópsia indica hemorragia craniana grave e mandíbula deslocada em Giacomo Bongiorni; juiz valida prisão de menor
Autópsia revela hemorragia craniana grave e mandíbula deslocada em Giacomo Bongiorni; menor tem prisão convalidada. Investigação e funerais em Massa.
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Autópsia indica hemorragia craniana grave e mandíbula deslocada em Giacomo Bongiorni; juiz valida prisão de menor
Apuração em fonte direta e cruzamento de dados confirmam: a autópsia realizada no corpo de Giacomo Bongiorni, 47 anos, aponta uma hemorragia craniana gravíssima e o deslocamento da mandíbula provocados por golpes recebidos. O exame foi conduzido nos últimos dias pelo diretor do Instituto de Medicina Legal de Gênova, Dr. Francesco Ventura, que estabeleceu o prazo de trinta dias para a entrega da perícia final.
Fontes ligadas à investigação informam que os primeiros elementos do laudo corroboram as versões apresentadas pelos familiares: a morte não teria sido consequência exclusiva de uma queda, mas sim do impacto de agressões sofridas na noite entre sábado, 11, e domingo, 12 de abril, na praça Felice Palma, em Massa. São fatos brutos que serão detalhados na perícia complementar.
Os funerais de Giacomo Bongiorni foram marcados para o sábado seguinte, às 15h, na catedral de Massa. A missa será celebrada pelo bispo de Massa Carrara – Pontremoli, monsenhor Mario Vaccari. Em seguida, o féretro seguirá para o cemitério da localidade de Mirteto. Em ato oficial, o prefeito Francesco Persiani decretou luto municipal para o dia das cerimônias, com bandeiras a meio mastro em prédios públicos.
No inquérito policial por homicídio estão implicados cinco jovens: dois maiores de idade — Ionut Alexandru Miron, 23 anos, e Eduard Alin Carutasu, 19 anos — e três menores, dos quais um foi detido. As imputações formais incluem homicídio doloso em concurso e rissa agravada.
Segundo depoimentos constantes nos autos, o jovem apreendido afirma ter golpeado Bongiorni apenas após ser atacado; a versão é contestada e encontra-se em análise pela Procuradoria. A procuradora para os menores de Gênova, Tiziana Paolillo, coordena o procedimento que envolve os três adolescentes.
O juiz do Tribunal de Menores de Gênova, em audiência de 16 de abril, convalidou o ato de prisão em relação ao rapaz de 17 anos e decretou a medida cautelar de custódia em estabelecimento prisional. O jovem, apontado em relatos como promessa da boxe local, estava em um centro de acolhimento em Gênova quando foi realizada a audiência de validação. A defesa pleiteou a substituição da prisão por prisão domiciliar; o pedido foi negado pelo magistrado, que considerou concreto o risco de reiteração do crime.
Em interrogatórios de garantia, os dois maiores se declararam inocentes em relação ao homicídio. Miron afirmou à juíza de garantia de Massa, Antonia Aracri, que "não tocou" em Bongiorni, e que a reação do menor teria ocorrido após uma cabeçada desferida pelo homem de 47 anos contra seu amigo. Carutasu declarou que, após a agressão inicial, tentou conter o cunhado que, segundo ele, os atacava. A juíza Aracri manteve a custódia dos dois maiores por entender existir risco de reiteração, mas não confirmou formalmente suas prisões sob o argumento da ausência de risco de fuga.
A investigação segue pautada pelo rigor forense e pela verificação das imagens e depoimentos colhidos na cena. A perícia definitiva do Dr. Ventura deverá detalhar, dentro do prazo legal, a dinâmica das lesões e oferecer elementos técnicos que fundamentem as medidas judiciais em curso. A realidade traduzida até o momento aponta para um episódio de violência com consequências letais; as autoridades prosseguem com diligências para completar o quadro probatório.