Nova hipótese liga Serena Mollicone a brigadier Tuzi; corpo do militar será reexumado após revelação do criminólogo

Criminólogo revela ligação entre Serena Mollicone e brigadier Tuzi; salma de Tuzi será reexumada para novos exames após contradições nos depoimentos.

Nova hipótese liga Serena Mollicone a brigadier Tuzi; corpo do militar será reexumado após revelação do criminólogo

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Nova hipótese liga Serena Mollicone a brigadier Tuzi; corpo do militar será reexumado após revelação do criminólogo

Apuração in loco e cruzamento de fontes revelam um novo capítulo no caso que permanece sem solução há 25 anos. O criminólogo Carmelo Lavorino apresentou nesta semana uma hipótese que altera a narrativa conhecida sobre o assassinato de Serena Mollicone, estudante de 18 anos desaparecida em 1º de junho de 2001 em Arce e encontrada morta dois dias depois no bosquete de Fontecupa, com saco plástico ao redor do pescoço e mãos e pés amarrados.

Segundo Lavorino, que falou como convidado do programa "Incidente Probatorio" (Canale 122, Fatti di Nera), entre Serena Mollicone e o brigadier Santino Tuzi — que morreu em 2008 em circunstâncias controvertidas — existia um "pacto amigável, um segredo". Na interpretação do criminólogo, a jovem teria ido à sede da caserma para encontrar o brigadier e não, como apontado em versões anteriores, para tratar de questões com a família Mottola.

O elemento central da nova leitura é a alteração de versão atribuída ao próprio Tuzi. Em depoimento prestado em 28 de março de 2008, poucos dias antes de seu suicídio controverso, Tuzi declarou ter visto Serena Mollicone entrar na caserma de Arce por volta das 11h do dia 1º de junho de 2001 e afirmou não tê-la visto sair. Testemunhas e colegas, porém, apontam que o brigadier inicialmente negou conhecer a jovem, o que abriu questionamentos sobre a veracidade e a motivação da mudança de relato.

O próprio Lavorino sustenta que, diante da descoberta de traços biológicos de Serena na caserma, Tuzi teria refeito seu depoimento e assumido conhecimento da presença da estudante, desviando, na visão do criminólogo, suspeitas para um alvo inocente. A linha de investigação proposta por Lavorino volta a colocar em foco a figura do brigadier e a coerência das versões colhidas durante o processo.

Outra peça que reacendeu a controvérsia é uma perícia técnico-balística recente que questiona a tese do suicídio de Tuzi. O laudo mencionou a ausência de impressões digitais sobre a arma, o que levou peritos e famíliares do brigadier a considerar a hipótese de homicídio. Relatos de testemunhas, como o carabineiro Gabriele Tersigni, indicam que Tuzi teria manifestado medo de ser "incriminado" nos dias imediatamente anteriores à sua morte.

Importante lembrar que Carmelo Lavorino atua como perito da defesa da família Mottola. O núcleo acusado inclui Franco Mottola — ex-sargento e comandante da estação dos Carabinieri de Arce —, sua esposa Anna Maria e o filho Marco, todos acompanhados por investigações e processos que atravessam duas décadas. Junto a eles foram citados no inquérito outros militares, entre eles os carabineiros mencionados publicamente em autos.

Após a nova exposição feita por Lavorino, foi decidido que a salma do brigadier Santino Tuzi será reexumada para permitir novos exames que possam esclarecer contradições nas versões sobre sua morte e aprimorar o trabalho pericial relacionado ao caso Serena Mollicone. A reexumação marca um desdobramento técnico e simbólico: torna visível, na prática forense, a tentativa de reavaliar uma cadeia de fatos que vinha consolidada em narrativas muitas vezes conflituosas.

O caso de Serena Mollicone permanece, na sua essência, um enigma judicial. A nova hipótese proposta por Lavorino reorienta perguntas essenciais: quem agiu em Arce naquele 1º de junho de 2001, quais interesses moviam os envolvidos e que provas materiais ainda faltam para compor um quadro técnico robusto? A decisão de exumar o corpo de Tuzi materializa uma resposta institucional a essas interrogações e abre espaço para novos laudos e confrontos periciais.

Seguirei acompanhando o caso com apuração contínua, cruzamento de fontes e levantamento técnico dos autos. A realidade traduzida aqui é fruto do confronto entre depoimentos, perícias e documentos judiciais — fatos brutos que ainda delineiam uma investigação em evolução.