Cipriani nega irregularidades: “Eu e Nicole pensamos em adotar outra criança; nunca recebemos dinheiro de Epstein”

Cipriani nega irregularidades na adoção de Minetti, descarta ligação financeira com Epstein e diz que casal pensa em nova adoção; Quirinale pediu esclarecimentos.

Cipriani nega irregularidades: “Eu e Nicole pensamos em adotar outra criança; nunca recebemos dinheiro de Epstein”

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Cipriani nega irregularidades: “Eu e Nicole pensamos em adotar outra criança; nunca recebemos dinheiro de Epstein”

Por Giuseppe Borgo - Espresso Italia

Em novo pronunciamento sobre o caso envolvendo Nicole Minetti, seu companheiro Giuseppe Cipriani afirmou categoricamente que não houve qualquer engano no processo de adoção que envolveu o casal e negou ter recebido recursos de Jeffrey Epstein. A declaração chega em meio à crescente atenção do Quirinale, que requisitou esclarecimentos ao ministro Carlo Nordio depois de reportagens sugerirem circunstâncias diferentes das apresentadas ao Presidente da República no pedido de graça.

Cipriani descreve o percurso adotivo como “um processo longo e rigorosamente regulado”, com duração aproximada de quatro anos, acompanhado por juízes, assistentes sociais e psicólogos. Segundo ele, toda a documentação foi apresentada com transparência às instituições competentes: “não houve nenhum engano cometido”, declarou. O empresário lembrou ainda o momento que, segundo relata, mudou o rumo de sua vida: o encontro com a criança durante iniciativas natalinas promovidas por um instituto uruguaio em sua propriedade em Maldonado — um episódio que, em sua avaliação, foi decisivo para optar pela adoção.

Ao falar da criança, Cipriani voltou a destacar que o menor sofre de uma doença rara e grave, a qual atribui a uma exposição pré-natal a drogas em razão da dependência da mãe biológica, que segundo ele tinha envolvimento com crimes e prostituição. Foi esse quadro clínico que, conforme divulgado pelo Quirinale, constituiu motivo humanitário central para que o Presidente Sergio Mattarella concedesse a graça a Nicole Minetti. Minetti havia recebido sentenças que totalizavam quase quatro anos de prisão: um ano e um mês por peculato e dois anos e dez meses por indução à prostituição no caso Ruby bis.

Fontes oficiais do Colle informaram que a solicitação de esclarecimentos foi motivada por matérias de imprensa que atribuiriam a existência de circunstâncias não presentes na documentação enviada ao presidente. Especificamente, circulou a informação de que a graça foi concedida após a adoção de uma criança no Uruguai, fato que está no centro das controvérsias.

No aspecto pessoal e público, Cipriani reafirmou que ele e Nicole Minetti estão considerando adotar outra criança, projetando um caminho futuro marcado pela assistência ao menor já acolhido. Em relação às ligações citadas em reportagens — entre ele próprio e figuras como Carlo Nordio e Jeffrey Epstein — Cipriani declarou: “mai tivemos dinheiro de Epstein”, descartando qualquer vínculo financeiro com o financista norte-americano.

Como repórter que acompanha a interseção entre decisões de Roma e a vida prática dos cidadãos, observo que este caso convoca a arquitetura do Estado a mostrar transparência: a concessão de uma graça presidencial tem peso jurídico e humano, mas também exige que os alicerces da documentação e da tramitação administrativa resistam ao escrutínio público. O pedido do Quirinale por esclarecimentos ao Ministério da Justiça é um procedimento que busca reconstruir a ponte entre a intenção humanitária e o cumprimento rigoroso da lei.

Resta aguardar os esclarecimentos formais de Carlo Nordio e a resposta das autoridades competentes sobre os pontos levantados pela imprensa. Enquanto isso, as declarações de Cipriani reforçam a tese de que, na narrativa pública, a construção dos direitos envolvendo menores vulneráveis deve prevalecer sobre especulações e boatos — sem, contudo, aliviar o dever de transparência do poder público.