Salvini apresenta pacote contra o integralismo islâmico: “Vem aí caça ao cristão e ao judeu”, diz vice-premier

Salvini apresenta pacote contra o integralismo islâmico e critica cristianofobia; propõe limites a alunos estrangeiros e cobrança de idioma para cidadania.

Salvini apresenta pacote contra o integralismo islâmico: “Vem aí caça ao cristão e ao judeu”, diz vice-premier

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Salvini apresenta pacote contra o integralismo islâmico: “Vem aí caça ao cristão e ao judeu”, diz vice-premier

O vice-premier Matteo Salvini apresentou em coletiva de imprensa o conjunto de medidas anunciado pela sua bancada para combater o integralismo islâmico. Em tom alarmista, Salvini afirmou que hoje é preciso preocupar-se com a cristianofobia e não com a islamofobia, warning que “em breve haverá a caça ao cristão e a caça ao judeu”.

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O pronunciamento de Salvini ocorre no meio do debate político sobre a iniciativa da presidente do Conselho, Giorgia Meloni, que anunciou a intenção de limitar a presença de alunos estrangeiros por turma nas escolas públicas. Segundo o líder da Lega, a questão não é simbólica: “Provavelmente, para parte do PD, ter muitos alunos estrangeiros não é um problema porque muitos podem levar os filhos para as escolas privadas da ZTL. No mundo normal, é importante que as crianças possam ser colocadas em condições de aprender”, disse Salvini, defendendo a medida como um alicerce para a qualidade do ensino.

No âmbito municipal, Salvini citou uma decisão na província de Pádua, onde um prefeito teria congelado a concessão de cidadania a uma mulher que não compreendia nem falava italiano. O vice-premier pediu aos “8 mil prefeitos” que cumprem rotineiramente o rito da cidadania que adotem critérios linguísticos mais rígidos: “Se essas pessoas não falam ao menos uma palavra de italiano, a cidadania não pode ser concedida”.

Além disso, Salvini afirmou ter solicitado a prefeitos e a representantes das prefecturas um levantamento — um verdadeiro censo das realidades islâmicas consideradas irregulares no território. A proposta visa, segundo ele, derrubar barreiras burocráticas que impedem a fiscalização e a integração clara dessas estruturas.

Sobre a origem do pacote, o ministro lembrou que parte das propostas remonta a 2017 e que aceitará contribuições posteriores: “A primeira proposta é de 2017; se outros, depois de anos, nos dão uma mão, nós estamos felizes”. Em resposta a críticas relativas ao deputado Roberto Vannacci, Salvini sublinhou que Vannacci “vota continuadamente contra o governo” e que, portanto, cabe a ele explicar suas posições, não ao governo.

Salvini concluiu apelando a uma votação favorável ao que chamou de pacote contra o Islã político, esperando que a iniciativa obtenha apoio em plenário, diferentemente de ocasiões anteriores. Como repórter que observa os alicerces da lei e a arquitetura do voto, registro que a proposta promete intensificar o debate sobre segurança, integração e os critérios de cidadania — temas que afetam diretamente a vida cotidiana de comunidades, imigrantes e ítalo-descendentes.

Essa proposta é mais uma peça na construção de políticas de convivência social e segurança, e será necessário acompanhar como as pontes institucionais entre governo, prefeituras e sociedade civil serão mobilizadas para transformar as intenções em normas efetivas.

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