Fim de vida: oposição pressiona centro-direita no Senado por data para votação

Oposição pressiona centro-direita no Senado para marcar votação sobre fim de vida após nove meses de impasse. PD busca votos de Forza Italia.

Fim de vida: oposição pressiona centro-direita no Senado por data para votação

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Fim de vida: oposição pressiona centro-direita no Senado por data para votação

Roma — A menos de uma semana de nova tentativa de desbloquear o debate, a questão do fim de vida volta a colocar em tensão a maioria no Senado. O Partito Democratico prepara para amanhã um pedido formal na Conferência dos líderes de bancada para marcar uma data certa de chegada ao plenário do projeto de lei que está parado há mais de nove meses.

Os democratas deixaram claro que, para avançar, não basta a vontade do próprio campo progressista: são necessários também os votos do centro-direita, ou, ao menos, de parte das forças que compõem a coalizão governista. O impasse reproduz a tensão entre o imperativo de oferecer respostas concretas a quem sofre e a busca por um texto que reúna ampla concordância parlamentar.

Os presidentes dos grupos do PD na Câmara e no Senado, Chiara Braga e Francesco Boccia, voltaram a apelar a Forza Italia. "Não servem ambigüidades nem adiamentos: serve coragem parlamentar", disse Boccia, lembrando o "peso da caneta" nas mãos de quem decide sobre a dignidade e a dor dos cidadãos e citando a necessidade de dar resposta à indicação da Corte Constitucional.

Do outro lado, a líder de Forza Italia no Senado, Stefania Craxi, respondeu que a via preferível é reabrir o exame em comissão. Para Craxi, o texto Zanettin-Zullo (assinado por Pierantonio Zanettin, de FI, e Ignazio Zullo, de FdI) constitui "um bom ponto de partida". "Peço às oposições que não transformem o tema em propaganda: vamos buscar juntos um texto nacional sério e responsável", afirmou.

Na Câmara, o chefe da bancada azzurra, Enrico Costa, reiterou a disponibilidade a trabalhar sobre um texto unificado depositado em comissão, apesar das críticas das forças de esquerda. O apelo à colaboração evidencia que a construção de direitos requer alicerces legislativos firmes — e consensos que nem sempre são fáceis de erguer.

O Movimento 5 Stelle pediu para deixar de lado as "bandeirinhas de partido". A senadora Mariolina Castellone recordou que a proposta da maioria limita o acesso ao suicídio assistido a casos em que o paciente esteja sob tratamento substitutivo de funções vitais e exclui os percursos de fim de vida do âmbito do Serviço Nacional de Saúde.

Ilaria Cucchi, senadora de Alleanza Verdi e Sinistra, cobrou ação da direita: "Quem diz querer uma lei que o demonstre nas salas parlamentares. Basta procrastinar; é hora de a destra assumir responsabilidades". Cucchi sublinhou que somente o Serviço Nacional de Saúde pode garantir tratamento uniforme e evitar discriminações territoriais ou econômicas.

Outras formações, como Azione, definiram a proposta da coalizão como "regressiva" frente à jurisprudência constitucional, mas afirmaram estar abertas ao diálogo. +Europa pediu cautela e recordou que qualquer texto não pode retroceder em relação aos princípios já fixados pela Corte.

Por fim, Riccardo Magi manifestou receio de que o movimento do centro-direita seja uma operação de imagem destinada a não produzir resultados concretos, ecoando experiências recentes em outras matérias sensíveis.

Enquanto as lideranças calibram discursos e estratégias, permanece a urgência prática para famílias e pacientes que aguardam claridade sobre direitos e limites. A disputa no Senado é, mais uma vez, a prova de que a arquitetura do voto e a construção de direitos caminham lado a lado — e que derrubar barreiras burocráticas exige mais do que palavras: exige escolhas legislativas efetivas.