Lei eleitoral vai à Câmara em 26 de julho; oposição denuncia manobra da maioria

Reforma da lei eleitoral vai à Câmara em 26 de julho; oposição acusa maioria de artifício e pede mais debate sobre emendas e preferências.

Lei eleitoral vai à Câmara em 26 de julho; oposição denuncia manobra da maioria

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Lei eleitoral vai à Câmara em 26 de julho; oposição denuncia manobra da maioria

Por Giuseppe Borgo — A reforma da lei eleitoral de assinatura do centro-direita chega à Aula da Câmara na sexta-feira, 26 de julho. A data foi fixada ao fim da conferência dos líderes de grupo em Montecitorio, que também marcou o início da discussão geral: os detalhes dos tempos de exame serão definidos na capigruppo do dia 1º de julho, quando se espera um calendário restrito.

A movimentação reacendeu o atrito entre maioria e oposição. Para a líder do PD, Chiara Braga, trata-se de "a enésima forçatura" e a prova de que a maioria quer impedir o Parlamento de trabalhar com calma. Braga acusa o bloco governista de ter "uma única obsessão: mudar a lei eleitoral por medo de perder as eleições".

Durante a reunião, as oposições rejeitaram a proposta de mediação do presidente da Câmara, Lorenzo Fontana, que sugerira adiar o debate em dois dias e levar o texto a plenário na segunda-feira 29. Maria Elena Boschi, de Italia Viva, criticou a postura governista: "Muita disponibilidade às câmeras, pouca nos fatos: em capigruppo e em comissão eles demonstram o contrário".

Boschi acrescentou que a estratégia da maioria é evitar votações em comissão sobre pontos sensíveis das preferenze, para não expor divisões internas. "O objetivo é interromper os trabalhos em comissão e trazer o texto ao plenário sem debate sobre o mérito. É mais uma forçatura", afirmou.

Marco Grimaldi, da Alleanza Verdi e Sinistra, foi igualmente incisivo: "A direita e o governo estão em apneia; querem ir à Aula e encerrar rapidamente o trabalho da comissão". Carmela Auriemma, vice-líder do M5S, sublinhou que com cerca de 300 emendamentos para examinar, dois dias são insuficientes para um confronto sério e transparente.

Na direção nacional do PD, Stefano Bonaccini pediu a reconstrução do bloco que no passado derrotou a direita nas questões judiciais: "É necessária uma mobilização para denunciar o novo rasgo nas regras". A fala aponta para uma estratégia de praça e de bancada, construída como se reforçassem os alicerces de um campo democrático.

Enquanto isso, na Comissão de Assuntos Constitucionais prosseguem as votações de emendas a partir da tarde. O clima é tenso também dentro da coalizão de centro-direita: voltou o confronto entre Futuro Nazionale e Lega depois da rejeição de um emendamento de Edoardo Ziello que propunha sortear a letra inicial do sobrenome para determinar a ordem dos candidatos na cédula e nos cartazes.

Ziello disse que a proposta visava evitar ordens hierárquicas ou listas 'bloqueadas' na apresentação dos nomes e que se tratava de um teste para "desmascarar" a Lega. A rejeição gerou mais faísca entre os parceiros do governo, evidenciando as fragilidades internas que, segundo a oposição, justificariam um trabalho de comissão mais demorado e transparente.

O quadro que se desenha é de uma maioria decidida a acelerar o processo e uma oposição que busca, peça por peça, desmontar a manobra. Para os cidadãos, imigrantes e ítalo-descendentes que acompanham o tema, está em jogo não só a técnica eleitoral, mas a arquitetura da representação: quem decide as regras, e com que tempo e transparência, define os alicerces da democracia que teremos.