Lorenzo Pacini (PD) lança proposta: reduzir o custo da vida em Milão e depois pedir fim do gemellaggio com Tel Aviv
Lorenzo Pacini (PD) propõe redução do custo da vida em Milão como prioridade e, depois, pedir fim do gemellaggio com Tel Aviv.
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Lorenzo Pacini (PD) lança proposta: reduzir o custo da vida em Milão e depois pedir fim do gemellaggio com Tel Aviv
Por Giuseppe Borgo — Em plena preparação para as eleições municipais de Milão na primavera de 2027, surge com força a candidatura de Lorenzo Pacini, figura emergente do PD e atual assessor no Municipio 1. Aos 30 anos, com formação no Liceo Manzoni e na Università Statale, Pacini construiu uma trajetória acelerada: conselheiro de município aos 20 anos e, desde 2021, na giunta com delegas ao verde, à habitação e à edilícia escolar.
Em entrevista ao Giornale d'Italia, o jovem dirigente detalha prioridades e propostas que ambientam a sua campanha nas primárias do centro-esquerda. Entre os pontos centrais, Pacini coloca como meta imediata derrubar o aumento do custo da vida, anunciando que a agenda programática sairá organizada em setembro, com propostas concretas e as respectivas coberturas financeiras.
Segundo o candidato, a construção do programa vem sendo feita "do baixo" por meio da plataforma decidio.it, que já reuniu cerca de 400 propostas concretas. A ideia de socialismo municipal traduz-se em medidas práticas: redistribuição interna de recursos, uso da alavanca fiscal municipal para financiar serviços e intervenções, e a adoção de mecanismos de apoio salarial indireto para quem mantém a cidade em funcionamento, mas hoje é expulso pelos altos custos de moradia, alimentação e socialização.
Para viabilizar isso, Pacini defende a criação de tasse di scopo — impostos ou contribuições com destinação explícita a projetos sociais e de infraestrutura social — cobrados, segundo ele, de famílias e cidadãos mais afluentes que possam participar da coparticipação no bem-estar urbano. O objetivo declarado é reduzir a pressão sobre famílias e trabalhadores com rendimentos medianos, preservando a diversidade social de Milão.
Na área da segurança, o candidato vincula diretamente a resposta à criminalidade à luta contra a pobreza. "Se queremos derrotar a criminalidade, temos de derrotar a pobreza", afirma Pacini, ampliando o conceito para além do econômico: pobreza educativa e cultural, abandono de bairros e erosão das oportunidades são, para ele, elementos que alimentam a insegurança. A solução proposta passa por políticas integradas: intervenções no território, reabilitação urbana, oferta de serviços educativos e culturais, além de presença pública reforçada nas áreas mais fragilizadas.
Pacini ganhou atenção nacional também pelas posturas firmes em temas identitários e internacionais, alimentadas por forte presença nas redes sociais. Recentemente, protagonizou controvérsia após declarações no programa La Zanzara, onde mencionou a palavra "fucili" ao dizer que seriam usados para "combattere i fascisti" — frase que gerou críticas e discussões sobre limites do discurso público e da linguagem política.
Outro ponto que o candidato coloca no horizonte, mas só após as prioridades sociais, é a proposta de interromper o gemellaggio — a relação de cidade-irmã — com Tel Aviv. A posição surge como sinal de alinhamento com sensibilidades específicas do eleitorado e com debates internacionais que têm impacto local, mas Pacini sublinha que as medidas sociais e a redução do custo da vida terão precedência absoluta em seu programa.
Como repórter com o dever de ligar as decisões de Roma e as políticas locais à vida cotidiana, observo que a plataforma de Pacini segue a lógica de "construção de direitos": erguer alicerces administrativos e fiscais para permitir que quem vive e trabalha na cidade não seja empurrado para fora pelo peso crescente das despesas. A campanha se anuncia como uma ponte entre demandas populares e a arquitetura das políticas públicas municipais.
Resta saber como o centro-esquerda em Milão acomodará um perfil tão marcado à esquerda do PD e se as propostas de redistribuição e de tasse di scopo conseguirão consenso suficiente para transformar intenção em projeto de governo.