Mattarella destaca papel do Exército na defesa da independência e dos valores internacionais no 165º aniversário

Mattarella ressalta papel do Exército no 165º aniversário: defesa da independência, direito internacional e apreço aos militares e suas famílias.

Mattarella destaca papel do Exército na defesa da independência e dos valores internacionais no 165º aniversário

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Mattarella destaca papel do Exército na defesa da independência e dos valores internacionais no 165º aniversário

Em mensagem dirigida ao Chefe do Estado‑Maior do Exército, general Carmine Masiello, por ocasião do 165º aniversário da criação do Exército Italiano, o Presidente da República, Sergio Mattarella, reafirmou o papel central das Forças Armadas na proteção da soberania nacional e na promoção da ordem internacional.

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Segundo Mattarella, as Forças Armadas, “neste momento conturbado”, são «um elemento importante no desenvolvimento de um adequado instrumento defensivo europeu», contribuindo para fazer prevalecer as razões do direito internacional e do respeito pelas instituições multilaterais sobre a prepotência da força. A declaração sublinha a necessidade de construir uma verdadeira “ponte entre nações” que assente em normas e cooperação, mais do que em demonstrações de poder.

O Presidente recorda ainda que o «grave recrudescimento e alargamento dos conflitos em curso» confirma o papel primário do Exército Italiano na salvaguarda da independência do País e na defesa dos valores da paz e da estabilidade. A mensagem insere‑se na narrativa de quem observa a arquitetura das relações internacionais como um canteiro em construção, onde cada intervenção militar é também um ato de responsabilidade perante os alicerces da lei.

Ao dirigir‑se às mulheres e aos homens da Força Armata, Mattarella expressa «o apreço das instituições pela constante e preciosa obra prestada ao serviço da República Italiana», num momento que marca os oitenta anos desde a solene decisão referendária que definiu os rumos institucionais do país. Esse paralelo histórico ressalta a ligação entre escolhas civis e a proteção que as Forças Armadas oferecem ao tecido democrático.

Num tom que mistura reconhecimento e dever cívico, o Chefe de Estado presta «um deferente omaggio alla memoria de quanti sacrificaram a vida no cumprimento do dever», lembrando que a profissionalidade e a dedicação do pessoal militar constituem um pilar fundamental da segurança da comunidade e da afirmação dos valores consagrados na Constituição. É uma visão que enfatiza o peso da responsabilidade institucional — o «peso da caneta» nas decisões políticas — e o trabalho cotidiano que mantém a sociedade protegida.

Mattarella dirige assim seus votos e sua gratidão «a oficiais, suboficiais, graduados, militares de tropa e ao pessoal civil do Exército e às suas famílias», reafirmando o reconhecimento da nação pelo serviço prestado. A saudação encerra com um brado institucional: «Viva l'Esercito, viva le Forze Armate, viva la Repubblica». Uma mensagem curta, mas carregada de simbolismo — a consolidação dos alicerces da lei e da segurança numa época de incertezas.

Como correspondente atento às conexões entre as decisões de Roma e a vida dos cidadãos e imigrantes, observo que a reafirmação do papel do Exército é também um apelo à transparência e ao respeito pelos direitos: a construção de uma defesa europeia eficaz não dispensará o escrutínio público nem a salvaguarda das liberdades civis.

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