Mattarella celebra 174 anos da Polícia: 'Reconhecimento e confiança' da República
Mattarella homenageia a Polícia de Estado no 174º aniversário, destacando reconhecimento, confiança e papel na segurança em tempos de tensão internacional.
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Mattarella celebra 174 anos da Polícia: 'Reconhecimento e confiança' da República
Na manhã de 8 de abril de 2026, o Presidente Sergio Mattarella recebeu no Quirinale os comandantes da Polícia de Estado por ocasião do 174º aniversário da instituição. Em discurso marcado pela sobriedade, o Chefe de Estado destacou o contraste entre eventos festivos como o Jubileu ou as Olimpíadas e o cenário internacional atual, apontado por ele como um “grande contraste” em razão das tensões e conflitos em curso.
Mattarella lembrou que as disputas e as violências entre Estados "se reverberam na vida interna dos diversos Países, inclusive no nosso", transferindo "tensões, insegurança e desorientação" que exigem das forças policiais a capacidade de funcionar como um ponto de estabilidade para os cidadãos. Segundo o Presidente, a Polícia de Estado responde a esse papel com profissionalismo e serviço de proximidade, sustentando a serenidade e a segurança do quotidiano.
Na cerimônia, com a presença do chefe da Polícia, Vittorio Pisani, Mattarella afirmou que a República — e ele pessoalmente — sentem "a reconhecimento e a confiança" nos confrontos do Corpo. "Reconhecimento e confiança — acrescentou — que costumam sentir os nossos concidadãos, confortados pela garantia que a Polícia de Estado oferece para a sua tranquilidade e a sua vida diária".
O Presidente rendeu homenagem à Polícia de Estado pela sua fiel atuação em defesa das liberdades democráticas e dos direitos individuais, e pela capacidade de oferecer a moldura de segurança necessária à vida social. Ele ressaltou o caráter de serviço e a proximidade da instituição: "o sentido da ação da Polícia de Estado permaneceu inalterado: promover as liberdades, garantir os direitos e assegurar o espaço de segurança em que se desenrola a vida coletiva".
Mattarella saudou de modo particular as famílias das vítimas que pagaram com a vida esse compromisso, citando a esposa e os filhos do assistente-chefe Aniello Scarpati, o agente escolhido Cozzolino e a agente Lucia Alba Scarpello, considerados exemplos concretos de dedicação ao dever. O Presidente explicou que, todos os anos, confere distinções por méritos sociais a cidadãos que demonstraram notável atitude cívica — e que frequentemente esses reconhecimentos recaem sobre membros da Polícia de Estado, como símbolos de comportamento em prol da comunidade.
Mattarella percorreu também alguns dos grandes testes da capacidade organizativa do país e das forças de ordem: além do Jubileu, citou as cerimônias relacionadas ao Pontificado e as grandes competições internacionais, como as Olimpíadas. Nesses momentos, afirmou, a nação e as suas forças de segurança demonstraram, com discrição e sem invasividade, a eficiência necessária para garantir a ordem e a proteção de todos.
Como repórter atento às ligações entre as decisões de Roma e a vida quotidiana, observo que as palavras do Presidente reforçam os alicerces da lei e da confiança pública: em tempos de tensão internacional, a Polícia funciona como uma ponte entre o Estado e o cidadão. A construção dessa confiança depende tanto das operações visíveis quanto do trabalho discreto que mantém a cotidianidade segura. A mensagem do Quirinale foi clara: a República deve corresponder a essa confiança, sustentando e reconhecendo a profissão cujo peso da caneta e do gesto muitas vezes decide entre garantir direitos ou expor lacunas.