Meloni em San Patrignano: 'A droga torna escravos' e Governo anuncia reforço contra fentanyl e apoio às comunidades

Meloni em San Patrignano diz que a droga torna 'escravos' e apresenta reforço contra fentanyl, leis para penas em comunidades e +210 milhões€ ao combate às dependências.

Meloni em San Patrignano: 'A droga torna escravos' e Governo anuncia reforço contra fentanyl e apoio às comunidades

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Meloni em San Patrignano: 'A droga torna escravos' e Governo anuncia reforço contra fentanyl e apoio às comunidades

Em visita à Comunità di San Patrignano, palco do encontro internacional de alto nível sobre prevenção e recuperação das dependências, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou com ênfase que "a droga torna as pessoas escravos e escravos não são livres". O evento, promovido por Itália e França como cofundadores da Coalizão Europeia contra as Drogas (ECAD), reuniu delegações de toda a Europa interessadas em conhecer os métodos de recuperação e as práticas assistenciais da comunidade.

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Na visão de Meloni, foi importante ter levado os holofotes europeus para San Patrignano: "Estou orgulhosa de ter aceso os holofotes da Europa sobre este lugar, sobre a sua história, sobre o que ensina". A premiê agradeceu aos jovens e profissionais da comunidade por garantirem, "em todas as fases", a preparação do encontro: "vocês têm algo a ensinar: a vossa dor, a vossa determinação, o vosso amor".

Do ponto de vista público e legislativo, Meloni destacou o caráter mutante do fenômeno: as drogas atuais são, segundo ela, "mais potentes, mais baratas e mais acessíveis" e, em alguns contextos, até socialmente toleradas. Alertou ainda para o papel da tecnologia: fórmulas sintéticas se renovam rapidamente e, com o apoio de ferramentas como a inteligência artificial, novas moléculas chegam ao mercado antes que as forças de segurança as identifiquem e as incluam nas listas de sustancias ilícitas.

Sobre os derivados do cânhamo, a primeira-ministra foi categórica: produtos que alguns chamam de "leves" frequentemente apresentam percentuais de THC muito superiores aos de décadas atrás — uma média, segundo sua fala, até 30 vezes maior — argumento usado para reforçar a urgência de políticas públicas mais duras e informadas.

Na esfera penal e terapêutica, Meloni recordou a nova lei que permite ao condenado cumprir a totalidade ou o restante da pena em uma comunidade terapêutica. "A prisão não pode ser a única resposta" declarou, defendendo a ideia de que a sociedade pode projetar alternativas mais eficazes para recuperar vidas e reconstruir trajetórias.

Quanto ao financiamento e estrutura, a líder do governo afirmou que o sistema nacional contra as dependências recebeu "as maiores verbas de sempre": mais de 210 milhões de euros previstos apenas em 2026. Estes recursos, disse, permitiram contratar novos profissionais, apoiar de modo concreto as comunidades terapêuticas e oferecer ao cidadão a liberdade de escolher o percurso de tratamento, mesmo quando distante de casa.

Meloni também afirmou ter reforçado o sistema nacional de allerta rapida para novas substâncias e apresentado um plano contra o fentanyl e os opióides sintéticos — medidas que, segundo ela, seriam "as primeiras na Europa": formação de operadores, disponibilidade de antídotos e controlos mais rigorosos.

Como correspondente que cruza as decisões de Roma com a vida cotidiana, observo que essas declarações reafirmam a direção política: construir alicerces legais e operacionais que diminuam barreiras burocráticas e ofereçam caminhos reais de recuperação. A Ponte entre as políticas públicas e as práticas comunitárias passa também pela clareza de recursos e pela fiscalização eficaz.

Giuseppe Borgo, Espresso Italia

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