Parada de 2 de junho: GSPD em destaque e Polizia di Stato conquista setor exclusivo pela 1ª vez desde 2001

Com GSPD em destaque e a Polizia di Stato em setor exclusivo, a Parada de 2 de junho de 2026 traz mudanças protocolares e novo protagonismo institucional.

Parada de 2 de junho: GSPD em destaque e Polizia di Stato conquista setor exclusivo pela 1ª vez desde 2001

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Parada de 2 de junho: GSPD em destaque e Polizia di Stato conquista setor exclusivo pela 1ª vez desde 2001

Roma — Está tudo preparado para a Parada de 2 de junho que, neste ano, terá em posição de honra o GSPD (Gruppo Sportivo Paralimpico della Difesa), os Gruppi Sportivi delle Forze Armate e o pessoal civil da Defesa, que compõem o primeiro setor após os atos iniciais de Honras e Abertura.

Na sequência do primeiro setor, a formação seguirá em ordem oficial: as Forças Especiais, o Esercito Italiano, a Marina Militare e a Aeronautica Militare (V setor), até a novidade mais comentada deste ano: a Polizia di Stato marchando em um setor inteiramente seu, o IX setor, pela primeira vez desde 2001.

Outra mudança de protocolo ganhou os holofotes: o Quirinale determinou que, nas cerimônias militares oficiais, as bandas deixem de pronunciar o famoso "Sì!" que costuma encerrar o "L'Italia chiamò" no inno nacional de Goffredo Mameli, em adequação à versão original do texto. A decisão foi respaldada por militares e músicos que defendem o retorno à forma histórica do hino.

Em paralelo às comemorações militares nos Fori Imperiali, por ocasião dos 80 anos da República Italiana o Presidente Sergio Mattarella organizou um evento na Praça do Quirinale com apresentação de artistas e atletas: Roberto Bolle, Gianni Morandi, Annalisa, Carlo Verdone, Paolo Fresu, Luca Zingaretti, Federica Brignone, Bebe Vio, Alessandro Del Piero e Arianna Fontana estão entre os nomes confirmados.

O destaque institucional fica por conta da Polizia di Stato, que celebra 174 anos e tem à frente o Diretor-Geral da Pubblica Sicurezza, o prefeito Vittorio Pisani. Desde 2001, a corporação desfilava em um setor coletivo com outros corpos de ordenamento civil e armado do Estado — Polizia Penitenziaria, Vigili del Fuoco, Polizia Roma Capitale, Polizia Metropolitana e o Servizio Nazionale di Protezione Civile. Em 2026, pela primeira vez em 25 anos, terá um setor totalmente representativo da própria instituição.

O IX setor será comandado pela dirigente superior do Compartimento Polizia Stradale Toscana, Laura Pratesi, e aberto pelo vice-comandante Pasquale Ciocca, acompanhado pela Bandeira e pela Banda Musical da Polizia di Stato. Pratesi destacou que a composição inclui pela primeira vez uma companhia investigativa com unidades especializadas: os repartos dos NOCS, homens e mulheres das estruturas investigativas da DIGOS, das equipes móveis e de outros setores operativos da Polizia.

Como repórter que acompanha a arquitetura das decisões públicas e seu reflexo na vida cotidiana, vejo nesta cerimônia mais do que uma exibição de uniformes: há uma construção simbólica dos alicerces da cidadania. A separação de setores, o peso da caneta que muda um protocolo e o reconhecimento de corpos específicos são peças na ponte entre o Estado e o cidadão — uma reconstrução contínua dos direitos e deveres que regem a convivência democrática.

Em termos práticos, a mudança reforça visibilidade institucional e logística para a Polizia di Stato e marca um ajuste de linguagem cívica no protocolo do inno nacional. Para o público e para os agentes em serviço, a parada será, mais uma vez, uma vitrine das forças que protegem e organizam a vida coletiva, ao mesmo tempo em que derruba barreiras burocráticas para reconhecer antigos e novos papéis dentro do aparelho do Estado.

Giuseppe Borgo — correspondente de política e cidadania, Espresso Italia.