PD leva de Montepulciano a Napoli a construção do programa para as eleições 2027
PD leva debate programático de Montepulciano a Napoli para preparar o programa das eleições 2027 e aproximar Roma dos territórios.
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PD leva de Montepulciano a Napoli a construção do programa para as eleições 2027
O segundo ato do encontro de áreas do Partito Democratico sai de Montepulciano e desembarca em Napoli. A escolha da cidade napolitana confirma a intenção dos dem a transformar o que foi apresentado na Toscana em um processo contínuo — a preparação para as elezioni 2027 e não uma mera kermesse efêmera.
Em Montepulciano o objetivo foi reforçar as segreterie num momento de tensões internas e iniciar a campanha para “costruire l'alternativa”, título que acompanhou o evento. A agenda acabou sendo condicionada pelo referendum, convertendo debates programáticos em campanha de mobilização sobre a consulta. Em Napoli, entretanto, o foco é mais explícito: iniciar a construção do programma em vista das próximas eleições nacionais.
Antes do encontro napolitano os chamados poliziani já tinham se reunido em Roma, um mês antes do referendum, para apoiar a frente do No — um encontro voltado sobretudo ao pleito constitucional. Em Napoli a intenção é diferente: lançar os alicerces da próxima campanha eleitoral, com escuta ampla e agenda programática.
O motor organizativo, chefiado por Sandro Ruotolo, foi acionado em torno do centenario degli scritti di Antonio Gramsci sulla questione meridionale, um marco simbólico usado para dar contexto e densidade ao debate sobre as desigualdades regionais. Após a tenda montada em Montepulciano, a estrutura napolitana ocupa o histórico Palazzo Caracciolo, hoje convertido em hotel de charme a poucos passos do Duomo, cenário escolhido para abrigar os dois dias de trabalho.
Há também um elemento de gratidão política: foi Napoli que registrou o maior número de votantes no último referendum constitucional, onde o voto pelo No minou a reforma patrocinada pelo governo Meloni e deu novo fôlego ao campo do centrosinistra. Esse peso eleitoral é reconhecido pelo PD e serve de alicerce simbólico para a construção programática.
O encontro começa com uma sessão de abertura marcada para as 15h30, com contribuição de Carmelo Petraglia (Svimez), saudações institucionais de Gaetano Manfredi e uma introdução ao formato dos dois dias. O debate está organizado em quatro painéis e prevê mais de 100 intervenções: entre os nomes confirmados estão o escritor Maurizio De Giovanni, os eurodeputados Lello Topo, Pasquale Tridico, Marco Tarquinio e Georgia Tramacere, além de acadêmicos, representantes sindicais, administradores locais, associações territoriais e parlamentares.
O sábado será dedicado a intervenções em plenária com participações anunciadas de Roberto Fico, presidente da região Campania, Chiara Braga (capogruppo PD à Câmara), Marco Sarracino, Andrea Orlando, Roberto Speranza, Dario Franceschini, Peppe Provenzano, Anna Ascani e Debora Serracchiani. Também está presente Stefano Bonaccini, presidente do PD, que não havia comparecido ao encontro de Montepulciano.
Este «segundo tempo» das aree de Montepulciano deverá ser seguido por, pelo menos, um terceiro ato em Milano, numa tentativa clara de montar uma ponte entre as diversas realidades regionais do país e consolidar um projeto eleitoral unitário. Em linguagem de construção cidadã: a iniciativa tenta assentar os alicerces de um programa que conecte Roma às necessidades concretas dos territórios, derrubando barreiras burocráticas e traduzindo o peso da caneta parlamentar em resposta às demandas dos cidadãos, imigrantes e ítalo-descendentes.
Como repórter atento à arquitetura do poder e à vida pública, registro que o desafio do PD agora é transformador: converter a mobilização referendária em conteúdo programático coerente e crível para 2027. Se Montepulciano foi a fundação, Napoli quer erguer as primeiras paredes dessa nova construção política — com voz, presença e escuta ativa.