Salvini promete liderar próxima campanha com Zaia e Fedriga ao lado: “Não atrás”
Salvini diz que liderará a próxima campanha com Zaia e Fedriga ao lado; critica Vannacci e fala sobre possível retorno ao Ministério do Interior.
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Salvini promete liderar próxima campanha com Zaia e Fedriga ao lado: “Não atrás”
Matteo Salvini garantiu, na sessão de encerramento do evento NexUS promovido pela Lega Giovani, que pretende conduzir a próxima campanha eleitoral se as condições de saúde lhe permitirem. "Há sempre a variável ultraterrena... não pode ser decisa por um congresso. Ma se la salute lo permette, assolutamente sì", afirmou o secretário da Lega, reiterando a disposição de manter-se na linha de frente do partido.
O recado principal de Salvini foi o da força coletiva: "A força da Lega sempre foi e sempre será a equipe. Não será uma campanha eleitoral solitária; servem capitães, mas servem as tropas". O líder exigiu presença ativa dos nomes-chave: "Da Zaia, Fedriga, dos prefeitos e dos governadores, eu os espero todos não atrás, mas de lado, para vencer" – um apelo para transformar lideranças regionais em alicerces práticos da disputa nacional.
Assumindo a imagem de um militante que subiu na hierarquia, Salvini reafirmou o compromisso com as bases. "Saí de militante e continuarei sendo militante entre os militantes. No ano passado, me pediram para continuar por quatro anos; um já passou, faltam três. Farei com orgulho o militante entre militantes como secretário por mais três anos e depois cederei o testemunho". A declaração reforça a tentativa de construir uma ponte entre direção partidária e filiação ativa, um eixo que o secretário descreve como fundamental à arquitetura do voto.
Sobre a polémica envolvendo Roberto Vannacci, Salvini falou de decepção, sem rancor, mas com firmeza: "Não guardo rancor, mas é uma decepção ver alguém que entrou em nossa casa e voltou atrás em poucas semanas". O secretário sublinhou a expectativa de coerência, especialmente vindo de quem veste uma farda e que deveria primar pelo respeito à palavra e ao espírito de equipa. "Não temos ansiedade de performance; cada um fará o que achar que deve fazer".
Ao ser questionado sobre um possível retorno ao Ministério do Interior – o famoso Viminale –, Salvini relativizou: "Ser ministro do Interior não é fácil. Gosto de concluir o que começo. Nesta legislatura vou continuar a fechar canteiros. Se ganharmos, sim". O líder deixou claro que as decisões finais cabem aos italianos e que permanece disponível para servir ao governo: "Para o que achar útil, Giorgia Meloni encontrará em mim um leal executor".
Por fim, sobre a saída do diretor-executivo da FS, Stefano Donnarumma, o secretário descreveu a mudança como consensual: "Imagino que tenha outras expectativas e propostas profissionais. É um profissional competente e não queria ficar". A leitura pública do episódio serviu para assinalar um fechamento de capítulo administrativo sem crise institucional.
Como correspondente atento à ligação entre Roma e o cotidiano dos cidadãos, cabe observar que as palavras de Salvini constroem tanto uma estratégia comunicativa quanto uma tentativa de reforçar os alicerces do partido nas regiões. O chamamento para que nomes como Zaia e Fedriga fiquem "ao lado" e não "atrás" sinaliza uma arquitetura de campanha baseada em lideranças locais mobilizadas — uma ponte entre poder central e administrações regionais que visa derrubar barreiras burocráticas e transformar autoridade em efetividade eleitoral.
Em suma, o líder da Lega busca consolidar a coesão interna ao mesmo tempo em que mantém portas abertas ao governo e às responsabilidades institucionais — uma construção de direitos políticos e de posição estratégica que pode moldar os alicerces da próxima disputa nacional.