Gemmato diz que acordo está próximo para levar médicos às Casas da Comunidade
Gemmato afirma estar perto de acordo para levar médicos às Casas da Comunidade e preenchê‑las até 30 de junho, com apoio das regiões.
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Gemmato diz que acordo está próximo para levar médicos às Casas da Comunidade
Marcello Gemmato, subsecretário da Saúde italiana, afirmou nesta quinta-feira que está muito perto um acordo para que os médicos de medicina geral passem a atuar nas Case di comunità — as Casas da Comunidade — instaladas em várias regiões da Itália. A declaração foi dada ao final de um encontro realizado no ministero della Salute, durante o fórum Next Health 2026, promovido pela Fiaso.
“O encontro de hoje representou um grande passo à frente e uma prova de maturidade de todas as partes. Prevemos, no máximo até terça ou quarta-feira, chegar a um acordo com a disponibilidade dos médicos de medicina geral, em estreita colaboração com as Regiões”, disse Gemmato à ANSA. A fala traz uma sensação de que a máquina administrativa começa a alinhar-se, como se a cidade respirasse mais compassada em direção a um cuidado de proximidade.
Segundo o subsecretário, há uma disposição clara por parte dos clínicos para “ficar ao lado do Ministério da Saúde e das Regiões” com um objetivo considerado prioritário: “preencher as Case di comunità até o dia 30 de junho deste ano”. São cerca de seis semanas para transformar estruturas já levantadas em pontos concretos de cuidado — algo como completar a colheita após preparar bem a terra.
Gemmato acrescentou que, embora muitas Casas da Comunidade já estejam equipadas no aspecto estrutural, é necessário “completar a organização ao nível normativo” para que as Regiões possam efetivamente torná-las operativas e garantir o seu presídio. Em outras palavras, faltam os instrumentos legais e administrativos que permitam a abertura plena e o funcionamento regular desses pontos de atenção primária.
O cronograma apertado exige medidas rápidas: em um mês e meio, explicou o subsecretário, devem ser delineadas e aprovadas regras que possibilitem a entrada dos médicos e a gestão local das unidades. Trata-se de uma corrida contra o tempo que, se vencida, permitirá aproximar da população serviços de saúde essenciais, reduzindo deslocamentos e fortalecendo a rede territorial.
O anúncio ocorreu no contexto do Next Health 2026 — um fórum que alia tecnologia e políticas de saúde — e reflete uma tentativa de harmonizar vontades profissionais, decisões regionais e esforços governamentais. Para quem observa a cena com sensibilidade cotidiana, como um jardineiro que percebe o brotar das estações, há uma beleza prática nessa direção: transformar espaços prontos em pontos vivos de cuidado, onde o pulso da cidade encontra suporte humano.
Se o acordo for formalizado nos próximos dias, será possível ver, ainda neste verão, as Case di comunità assumir plenamente seu papel de lares de cuidado local, reduzindo a pressão sobre hospitais e aproximando o serviço médico da rotina dos cidadãos. É uma pequena revolução de proximidade — uma respiração mais lenta e profunda da saúde pública italiana.