Atenção em casa: 6 internações no Bambino Gesù em 3 meses por lesões graves causadas por baterias de botão

Seis internações no Bambino Gesù em 3 meses por ingestão de baterias de botão: lesões graves no esôfago exigem atendimento imediato. Saiba prevenir.

Atenção em casa: 6 internações no Bambino Gesù em 3 meses por lesões graves causadas por baterias de botão

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Atenção em casa: 6 internações no Bambino Gesù em 3 meses por lesões graves causadas por baterias de botão

Nos últimos três meses, o hospital pediátrico Bambino Gesù registrou seis internações por lesões graves do esôfago decorrentes da ingestão de baterias de botão, um aumento preocupante quando comparado às duas hospitalizações registradas ao longo de todo o ano de 2025. Crianças de várias regiões foram encaminhadas à unidade, muitas vezes em estado que exigiu cuidados multispecialísticos e, em alguns casos, admissão em terapia intensiva.

O padrão repete um perigo doméstico silencioso: objetos pequenos, brilhantes e fáceis de engolir que, uma vez presos no esôfago, podem causar danos profundos em pouquíssimo tempo. Para os especialistas do Bambino Gesù, o aumento dos casos não é apenas um número — é um alerta sobre como pequenas descuidas podem ferir seriamente a anatomia e o tempo interno do corpo das crianças.

“A ingestão de uma bateria de botão representa uma verdadeira emergência tempo-dependente”, explica Filippo Torroni, responsável de Alta Specialização em Endoscopia Digestiva de Urgência da Unidade de Gastroenterologia e Nutrição do Bambino Gesù. “Se a bateria permanecer bloqueada no esôfago, pode provocar lesões gravíssimas em apenas duas horas. Às vezes a criança não apresenta sintomas evidentes, enquanto o dano aos tecidos já está em curso. Por isso, em caso de ingestão certa ou mesmo suspeita, é fundamental procurar imediatamente o Pronto-Socorro.”

O quadro clínico que preocupa os profissionais é tanto o da rapidez com que o tecido esofágico é lesado quanto a frequência com que a ingestão não é observada por um adulto. Brinquedos, controles remotos, relógios e outros dispositivos que usam baterias de botão tornam-se, inadvertidamente, armadilhas. A respiração da casa, na rotina agitada das famílias, pode ocultar esse risco até que seja tarde demais.

Além do apelo ao atendimento rápido, os especialistas reforçam medidas práticas de prevenção: manter pilhas e baterias de botão fora do alcance das crianças, bloquear compartimentos de baterias em aparelhos domésticos, descartar corretamente as pilhas usadas e verificar brinquedos e equipamentos eletrônicos. Pequenas mudanças na colheita de hábitos domésticos podem evitar consequências irreversíveis.

Enquanto hospitais como o Bambino Gesù intensificam a vigilância e o tratamento multidisciplinar desses casos, fica o convite à atenção cotidiana: olhar a casa como um ecossistema em que cada objeto pode afetar o bem-estar — a segurança infantil começa nas raízes do lar. Se houver qualquer suspeita de ingestão, não espere por sintomas: dirija-se ao Pronto-Socorro imediatamente. O tempo, para essas lesões, é um inimigo discreto e veloz.

Por fim, como observador atento do cotidiano e da saúde das famílias, lembro que proteger as crianças exige tanto ciência quanto sensibilidade: cultivar hábitos seguros é também um gesto de afeto que preserva o futuro delas.