BPCO: rumo a uma presa in carico integrada e mais equitativa

Evento em Roma propõe presa in carico integrada para BPCO: atualizar Nota AIFA n.99, ampliar acesso à terapia tripla e criar redes multidisciplinares.

BPCO: rumo a uma presa in carico integrada e mais equitativa

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

BPCO: rumo a uma presa in carico integrada e mais equitativa

ROMA, 05 de maio de 2026 — A BPCO (Broncopneumopatia Crônica Obstrutiva) é uma doença respiratória progressiva que hoje respira profundamente sobre a vida de mais de dois milhões de italianos. Com impacto crescente em termos de riacutizações, internações e custos para o sistema de saúde, a BPCO foi o foco do encontro institucional "BPCO: verso una presa in carico integrata ed equa", realizado em Roma e promovido em colaboração com a AstraZeneca Italia.

O evento reuniu instituições, especialistas clínicos, sociedades científicas e associações de pacientes para apresentar um policy paper elaborado por um Grupo de Trabalho multidisciplinar. O objetivo: sensibilizar para a necessidade de tornar a presa in carico integrata mais eficiente e justa, como quem organiza uma colheita para que ninguém fique sem o alimento indispensável à respiração do dia a dia.

Entre as dificuldades apontadas pelos pacientes e destacadas no documento está a barreira de acesso imposta pela Nota AIFA n.99, que regula a prescrição de medicamentos inalados para a BPCO. Embora a nota tenha nascido com a intenção de integrar o especialista e o médico de família, hoje o medico di medicina generale (MMG) encontra-se incapaz de prescrever a triplice terapia in unico inalatore — reconhecida pelas evidências como a mais eficaz para pacientes com alto risco de riacutizações — sem o oneroso procedimento do Piano Terapeutico.

Parlamentares como Orfeo Mazzella, Elena Murelli e Gian Antonio Girelli mostraram-se sensíveis ao tema, solicitando oficialmente a atualização célere da nota prescrittiva para permitir que a prescrição da terapia tripla em inalador único seja estendida também aos médicos de família, eliminando assim o entrave burocrático que empurra o cuidado para o hospital em vez de trazê-lo para a comunidade.

Foi sublinhada, ainda, a necessidade de reforçar a interação entre níveis de assistência. A fragmentação entre território e especialista gera perda de continuidade, prejudica a adesão ao tratamento e aumenta as riacutizações e os internamentos. "É imprescindível fortalecer a colaboração entre o médico de família e o especialista para otimizar a gestão do paciente com BPCO e garantir uma presa in carico realmente integrada", afirmou Raffaele Scala, Presidente Nacional da Associazione Italiana Pneumologi Ospedalieri. Ele defende a criação de Reti strutturate multidisciplinari que articulem MMG, pneumologistas e outros especialistas, bem como atividades de reabilitação e gestão das crises mais graves.

Na tessitura dessa proposta, a prevenção volta a aparecer como o fio que segura o tecido do cuidado: campanhas de cessação tabágica, vacinação adequada, diagnóstico precoce por meio de espirometria no território e programas de reabilitação respiratória são medidas que fluem como estações do ano — cada uma com seu papel em proteger o equilíbrio do corpo e da cidade.

Além disso, o documento chama atenção para ferramentas contemporâneas, como o telemonitoramento e percorsi di cura condivisi, que podem reduzir o isolamento dos pacientes e trazer a gestão terapêutica para mais perto do lar. A equidade, nesse cenário, significa garantir que a respiração regeneradora chegue igualmente às áreas urbanas e rurais, sem que diferenças regionais decidam sobre quem recebe ou não cuidados apropriados.

Ao final do encontro, ficou claro que o desafio é tanto técnico quanto político: atualizar normas que hoje criam barreiras, fortalecer redes locais de cuidado e investir em prevenção e reabilitação. É um convite para que o país respire junto — instituições, médicos e pacientes — e construa uma paisagem de cuidado mais integrada e equitativa, onde cada respiração encontra seu lugar.

Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo que, como um pomar que precisa ser bem cuidado para dar frutos, o sistema de saúde precisa de redes e estações ajustadas para que a vida dos que convivem com a BPCO possa florescer com mais dignidade.