Castellone (M5S): vetos e resistências corporativas travam reforma de Schillaci na medicina geral
Castellone (M5S) critica vetos e resistências à reforma de Schillaci; alerta sobre falta de médicos e risco de 'casas da comunidade' vazias.
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Castellone (M5S): vetos e resistências corporativas travam reforma de Schillaci na medicina geral
Mariolina Castellone, vice-presidente do Senado e líder do Movimento 5 Stelle na Comissão de Assuntos Sociais, lançou um alerta contundente sobre a situação da reforma da medicina geral proposta pelo ministro da Saúde, Orazio Schillaci. Em comentário divulgado em Roma, Castellone afirma que mais uma vez prevalecem vetos, resistências corporativas e interesses organizados, enquanto os cidadãos seguem lidando com a escassez de médicos e serviços territoriais insuficientes.
“O governo precisa encontrar coragem para escolher o interesse geral e realizar as reformas reconhecidas como necessárias para garantir uma saúde pública moderna, eficiente e próxima das necessidades das pessoas”, disse Castellone, usando palavras que soam como um chamado para que a administração pública recupere o ritmo das estações e plante as sementes de um serviço mais humano.
Segundo a parlamentar, o que se configura como um revés da proposta apoiada pela Conferência das Regiões e das Províncias Autônomas aponta para «o substantivo fracasso da reforma da medicina geral», certificando a incapacidade do governo de enfrentar um dos nós principais do sistema de saúde italiano. Em sua fala, ela destacou ainda que as Case della Comunità correm o risco de permanecer “caixas vazias” se não houver uma atuação efetiva e integrada no território.
Durante o Question Time direcionado ao ministro Giorgetti, o Movimento 5 Stelle trouxe ao debate o papel exercido pela Enpam — a previdência dos médicos — nas discussões sobre a reforma. Castellone cobrou transparência e maior clareza sobre as influências e interesses que têm moldado as decisões, afirmando que a política deve recuperar a confiança da população, como quem recolhe frutos após uma estação de chuvas incertas.
O tom da crítica é prático, mas também sensorial: trata-se de cuidar do “tempo interno do corpo” da nação — as estruturas locais de saúde — para que as comunidades possam respirar melhor. A dirigente do M5S pede ações que não apenas assinem documentos, mas que de fato preencham as Casas da Comunidade com profissionais, equipamentos e serviços acessíveis.
Ao concluir, Castellone enfatizou que a defesa de interesses corporativos não pode se sobrepor à urgência de responder às necessidades dos cidadãos. “É hora de escolher o bem comum”, afirmou, evocando a imagem de uma colheita que só floresce quando se abre mão de velhos privilégios em favor de um solo mais fértil para todos.