Centenária é operada por fratura do fêmur no Hospital Madonna del Soccorso, em San Benedetto del Tronto

Centenária operada por fratura do fêmur no Hospital Madonna del Soccorso; cirurgia bem-sucedida e início da reabilitação em San Benedetto del Tronto.

Centenária é operada por fratura do fêmur no Hospital Madonna del Soccorso, em San Benedetto del Tronto

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Centenária é operada por fratura do fêmur no Hospital Madonna del Soccorso, em San Benedetto del Tronto

Por Alessandro Vittorio Romano — Em uma mostra de cuidado que lembra o ritmo paciente das estações, uma mulher de 100 anos foi submetida a cirurgia por uma fratura do fêmur no Hospital Madonna del Soccorso, em San Benedetto del Tronto (Ascoli Piceno). O procedimento foi realizado nos dias recentes pela equipe da unidade complexa de ortopedia e traumatologia do hospital.

A paciente, que completou um século de vida em fevereiro, sofreu uma queda acidental que resultou em uma fratura diafisária muito deslocada do fêmur, classificada como perisintética — ou seja, ao redor de um dispositivo de síntese implantado anteriormente. Em 2017, ela havia recebido um meio de síntese para tratar uma fratura pertrocantérica, e a nova lesão ocorreu justamente nas proximidades desse material.

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Segundo o diretor em exercício da unidade de ortopedia e traumatologia, Dr. Riccardo Chiappini, situações como essa tornaram-se mais frequentes nos últimos anos. "As fraturas ao redor de próteses ou de meios de síntese, como hastes, parafusos ou placas, representam um desafio crescente. É raramente possível tratar essas lesões de forma conservadora, porque os implantes existentes costumam dificultar a consolidação óssea natural", explicou. A explicação do médico revela a complexidade do caso: é preciso planejar a cirurgia levando em conta a presença do material prévio, o estado do osso e a condição clínica da paciente.

O procedimento cirúrgico foi realizado com sucesso e a paciente encontra-se em boas condições gerais. Como o solo fértil após a poda de inverno, há agora um cuidado delicado para que o corpo retome seu caminho de recuperação: a idosa já iniciou a terapia de reabilitação, etapa fundamental para restaurar mobilidade, prevenir complicações e promover autonomia.

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Intervenções desse tipo, em pacientes muito idosos, exigem não só habilidade técnica mas também um olhar atento à fragilidade global — equilíbrio entre a urgência de fixar a estrutura óssea e a sensibilidade em preservar a vitalidade do organismo. A equipe multidisciplinar do hospital acompanhou o caso com essa perspectiva, como quem acompanha a respiração lenta de uma paisagem em transição.

O episódio em San Benedetto del Tronto ilustra dois vetores importantes na saúde do envelhecimento: o aumento das fraturas relacionadas a implantes ortopédicos e a necessidade de caminhos de reabilitação adaptados à idade avançada. Para além dos números, há histórias de resistência: uma centenária que, mesmo após uma queda, recebeu o cuidado necessário para voltar a se reerguer, passo a passo.

Enquanto a paciente segue nas primeiras fases de recuperação, a equipe médica continuará a monitorar sua evolução funcional e clínica, com o objetivo de garantir a melhor qualidade de vida possível. Em termos práticos, o caso reforça a importância de prevenção de quedas, vigilância de dispositivos ortopédicos pré-existentes e programas de reabilitação pensados como uma colheita de hábitos saudáveis que ajudam a manter o movimento e a autonomia na idade avançada.

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