Crohn e Colite Ulcerativa: AMICI Italia alerta que muitos pacientes ainda vivem na solidão

AMICI Italia em Padova: apelo por atendimento multidisciplinar e apoio para pacientes com Crohn e Colite Ulcerativa.

Crohn e Colite Ulcerativa: AMICI Italia alerta que muitos pacientes ainda vivem na solidão

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Crohn e Colite Ulcerativa: AMICI Italia alerta que muitos pacientes ainda vivem na solidão

Padova, 20 de maio de 2026 — Não basta apagar a inflamação. Não basta prescrever uma terapia nem controlar um exame. Para quem convive com a Doença de Crohn ou com a Colite Ulcerativa, cuidar é também garantir o direito de estudar, trabalhar, viajar, amar, planejar o futuro — e não enfrentar sozinho o que uma condição crônica, complexa e muitas vezes invisível impõe.

Essa foi a ideia central que emergiu na Giornata Mondiale delle IBD 2026, organizada pela AMICI Italia em Padova sob o lema "Insieme per le IBD. Scienza, cura e benessere a supporto della vita dei pazienti". Como numa estação em que a paisagem muda e exige novos cuidados, a jornada reuniu pacientes, familiares, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, reumatologistas, fisiatras, instituições e associazioni para recolher perspectivas e transformar o tratamento em um projeto de vida.

Ao longo do dia, foram abordados todos os pontos fundamentais do percurso de cuidado: conhecimento e diagnóstico, transição da pediatria para a idade adulta, comunicação entre médico e paciente, sintomas extraintestinais, alimentação, inovação terapêutica, cirurgia, diferenças de gênero, garantias sociais e bem-estar psicofísico. A mensagem foi clara: as Doenças Inflamatórias Crônicas Intestinais (IBD) — Crohn e Colite Ulcerativa — podem atingir o intestino, mas não se limitam a ele; estendem-se como raízes que influenciam energia, alimentação, escola, trabalho, saúde mental, relações afetivas, projetos familiares e participação social.

De Padova veio um apelo firme: a tomada em carga das IBD precisa ser multidisciplinar, contínua, personalizada e realmente acessível. "Troppi pazienti si sentono ancora soli davanti a una malattia che cambia la vita", declarou Mara Pellizzari, presidente da AMICI Italia. É um lembrete de que, por trás de cada diagnóstico, existem pessoas, famílias, medos e esperanças — um cotidiano que muitas vezes exige mais do que medicamentos: pede orientação, acolhimento e caminhos claros entre consultas, exames, terapias, burocracia, escola, trabalho e cuidados psicológicos.

O debate central foi a mudança de uma medicina focada apenas no controle clínico para uma visão que abranja a vida real. As sessões sobre diagnóstico e novas tecnologias mostraram que a pesquisa avança e amplia nossa capacidade de reconhecer e monitorar as IBD, oferecendo instrumentos que prometem transformar a experiência do paciente. Ao mesmo tempo, o confronto direto com pacientes trouxe à tona a urgência de integrar evidência clínica com suporte social e emocional — como se alinhássemos a respiração da cidade com o tempo interno do corpo.

Da conferência saiu um pedido concreto: construir a assistência em torno da pessoa, não apenas da doença. Isso significa equipes coordenadas, informação correta, continuidade assistencial e um diálogo real entre pacientes, clínicos e instituições. Em termos práticos, é a colheita de hábitos e políticas que permitem que o projeto de cada indivíduo floresça, mesmo quando a paisagem da saúde muda.

Enquanto a pesquisa oferece novas ferramentas, a comunidade pede que o sistema de saúde responda com redes que acolham, orientem e garantam oportunidades de vida plena. A Giornata Mondiale delle IBD 2026 em Padova foi, portanto, uma paisagem compartilhada — onde ciência, cuidado e bem-estar se encontram para lembrar que ninguém deveria enfrentar a jornada sozinho.

Alessandro Vittorio Romano — Espresso Italia