Mancuso (Aice): Estrutura desigual dos centros de hemofilia pede reconhecimento e renovação geracional

Mancuso (Aice) alerta: estrutura desigual dos centros de hemofilia e necessidade de reconhecimento profissional e renovação geracional na Itália.

Mancuso (Aice): Estrutura desigual dos centros de hemofilia pede reconhecimento e renovação geracional

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Mancuso (Aice): Estrutura desigual dos centros de hemofilia pede reconhecimento e renovação geracional

Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, no elegante cenário de Palazzo Rospigliosi, durante o encontro promovido pela FedEmo por ocasião da XXII Giornata mondiale dell’Emofilia, Maria Elisa Mancuso, vice-presidente da Aice (Associazione italiana dei centri emofilia), desenhou com claridade as linhas de uma paisagem que pede cuidados urgentes: a emofilia no mapa italiano encara hoje uma strutturazione não omogênea dos serviços, com consequências diretas para o acesso ao tratamento.

“Le principali criticità partono dalla non omogenea strutturazione delle attività a livello nazionale”, afirmou Mancuso, lembrando que o sistema sanitario que se declina regionalmente acaba por criar pontos de sombra — territórios onde a resposta é mais tênue e o cuidado menos disponível. É uma assimetria que gera desigualdade no direito à cura.

Ao observar esse quadro, Mancuso voltou os olhos para a necessidade de ricambio generazionale. Não se trata apenas de um problema organizativo; é um declínio na identificação do especialista. Em muitos países europeus já existe o emostasiologo, médico dedicado exclusivamente aos distúrbios da coagulação. Na Itália, o percurso é mais fragmentado: jovens profissionais chegam pelas trilhas da medicina interna ou da medicina transfusional, o que pode dispersar responsabilidades e criar desorientação.

“Il nostro compito come centri emofilia è quello di fornire una base formativa di esperienza”, disse Mancuso. Em tom de convite, ela sublinhou que os centros não só devem transmitir competências técnicas, mas também cultivar entusiasmo e dedicação — como quem planta uma nova safra, cuidando das raízes para assegurar futuras colheitas de saber.

Mas a mensagem subjacente foi firme: é preciso que, em nível institucional, as competências sejam reconhecidas com mais precisão. As novas terapias são de fato dispendiosas, admite Mancuso, porém é justamente o investimento em competenze que permite tratamentos bem orientados, melhor uso dos recursos e, consequentemente, economia social. Um paciente bem tratado volta a ser produtivo — será um estudante que não perde aulas, um trabalhador presente — e a comunidade respira melhor.

Sobre modelos estrangeiros, Mancuso afirmou que existem exemplos inspiradores, mas que não são sempre transponíveis tal quais para a Itália. Ainda assim, a figura do emostasiologo pode ser uma pista para aumentar o ricambio generazionale e reduzir a fragmentação das funções clínicas.

Ao fim, o apelo às instituições foi claro e terna: reconhecer a dignidade profissional dessa área é garantir que o cuidado acabe por ser mais equitativo, eficiente e humano. A paisagem dos serviços de saúde, como um campo ao amanhecer, precisa de mãos que saibam plantar conhecimentos, irrigar carreiras e colher confiança — para que cada pessoa com emofilia encontre tratamento próximo, competente e continuado.