Epatite A em alta: cuidado com frutos do mar na Páscoa, alertam médicos

Atenção à Páscoa: casos de epatite A crescem na Itália ligados a frutos do mar; cuidado especial com mexilhões e sinais como febre e náusea.

Epatite A em alta: cuidado com frutos do mar na Páscoa, alertam médicos

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Epatite A em alta: cuidado com frutos do mar na Páscoa, alertam médicos

Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo como a saúde pública se move ao compasso das estações e dos hábitos alimentares: hoje a notícia que nos chama atenção é o aumento dos casos de epatite A na Itália, que se acende como um sinal na paisagem antes da Páscoa. O boletim do sistema de vigilância Seieva, coordenado pelo Istituto Superiore di Sanità, revela uma tendência inequívoca — em forte crescimento os casos de epatite A, enquanto as hepatites B e C registram queda e a E apresenta leve alta.

A situação epidêmica atual, segundo o ISS, é impulsionada por picos concentrados sobretudo em três regiões: Lazio, Campânia e Puglia. A infecção, causada pelo vírus da epatite A (HAV), tem sido associada ao consumo de frutos do mar. Uma investigação na região do Lazio apontou que, na capital, o surto pode ter chegado em 20 de fevereiro por uma remessa de mexilhões contaminados originários da Campânia, onde os primeiros casos foram notificados em janeiro.

Pier Luigi Bartoletti, secretário da Federação Italiana dos Médicos de Medicina Geral (Fimmg Roma), sublinha que "o monitoramento e a evolução das próximas semanas serão determinantes" para decidir eventuais planos de intervenção. Os clínicos estão organizando um vade-mécum para orientar os médicos a identificarem sinais e possíveis correlações com a epatite A. Em termos de sintomas, vale observar: febre alta, náusea, vômito e perda de apetite — a respiração do corpo muda, como se o inverno da digestão viesse sem avisar.

Os números ajudam a entender o ritmo do surto: em 2025 foram notificados 631 casos de epatite A, ante 443 em 2024. O pico ocorreu em setembro de 2025, com 89 notificações, seguido por um declínio até dezembro. Porém, os primeiros três meses de 2026 apontam para novo aumento, com março registrando um pico preliminar de 160 casos com início dos sintomas (dado ainda não consolidado).

Ao analisar fatores de risco, o ISS destaca que o aumento observado em 2026 foi sustentado predominantemente pelo consumo de frutos do mar: nos primeiros três meses de 2026, 262 casos relataram essa exposição, contra 43 no mesmo período de 2024. Outro sinal importante é o crescimento de casos associados à transmissão sexual entre homens que fazem sexo com homens (HSH), com 101 casos em 2025 (23,1%) e 26 casos entre janeiro e março de 2026 (11,1%).

Nas últimas semanas, a Campânia tem mostrado um incremento notável — 110 casos totais desde o início do ano até 17 de março, segundo o ISS. O instituto participa ativamente das respostas e medidas de mitigação por meio de seus departamentos de Doenças Infecciosas e Segurança.

Como guia sensível para o cotidiano: com a Páscoa se aproximando, reforce a atenção ao que chega à mesa. Prefira frutos do mar bem cozidos, evite moluscos crus ou mal cozidos, e observe higiene na preparação. A colheita de hábitos conscientes — lavar bem os alimentos, cozinhar a temperatura adequada — é uma proteção simples e eficaz.

Se perceber febre alta, náusea persistente, vômitos ou perda de apetite, procure um médico e informe sobre consumo recente de frutos do mar ou exposições de risco. A vigilância nas próximas semanas será a chave para definir intervenções, e a cidade, como um corpo coletivo, responde melhor quando cada um de nós cuida do seu próprio pulso e da sua mesa.

Por enquanto, a recomendação é de atenção e calma: a primavera desperta a vida e também nos convida a uma colheita de hábitos mais cuidadosos. Continuarei acompanhando os desdobramentos para trazer orientação prática e sensível, ligada à experiência do cotidiano italiano.