Comitê de familiares pede a Fico garantia imediata do percurso de transplantes no Monaldi
Pais pedem a Roberto Fico transparência e gestão clara do percurso de transplantes no Monaldi após morte de Domenico Caliendo.
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Comitê de familiares pede a Fico garantia imediata do percurso de transplantes no Monaldi
NAPOLES, 12 de março de 2026 — Redação ESPRESSO ITALIA
Após a morte do pequeno Domenico Caliendo, um silêncio inquietante e questões incontornáveis vieram à tona sobre a gestão do Centro Trapianti do Monaldi. Em uma carta aberta dirigida ao governado da Campania, Roberto Fico, o comitê de pais de crianças transplantadas e de adultos transplantados relata uma situação de óbvia desorganização e falta de transparência, pedindo uma intervenção imediata e externa para garantir o funcionamento seguro do serviço.
Os signatários afirmam que, mesmo sendo pacientes ou familiares diretamente envolvidos no percurso cirúrgico, continuam sem saber com clareza quem e como o centro está sendo administrado. A imprensa trouxe a informação de que o responsável pelo programa de transplantes não ocupa mais o cargo, mas as famílias não receberam qualquer comunicação oficial sobre se essa figura foi substituída e de que maneira se deu essa transição.
Entre as denúncias apresentadas, há dúvidas concretas quanto aos locais de terapia intensiva efetivamente destinados aos transplantes e a ausência de uma unidade de subintensiva dedicada — um elemento essencial em percursos clínicos tão complexos e delicados. Segundo a carta, os dirigentes da instituição têm se mantido omissos e concentrado as informações organizacionais em seus gabinetes, sem providenciar respostas às famílias afetadas.
Em termos práticos, o apelo é direto: o comitê pede à Administração Regional da Campania que envie, sem demora, uma figura independente para garantir transparência, organização e uma gestão clara e responsável do percurso transplantológico no Monaldi. As famílias solicitam também que seja promovida uma verificação completa e a prestação de contas sobre como os cuidados e as estruturas de apoio estão sendo assegurados.
Como observador atento das paisagens humanas e institucionais que moldam a vida cotidiana, vejo esse pedido como a busca por raízes seguras numa terra que deveria oferecer abrigo técnico e emocional a quem enfrenta indispensáveis ciclos de cura. A perda de Domenico é a faísca que revelou um inverno de incertezas; as famílias pedem, com razão, o despertar de uma organização que traga de volta o ritmo confiável do cuidado.
O apelo ao presidente regional traduz a necessidade de uma intervenção que vá além das palavras: uma presença externa que restabeleça processos, atribua responsabilidades e estabeleça canais claros de comunicação com pacientes e familiares. Só assim será possível garantir que o percurso transplantológico siga com a segurança e o respeito que vidas frágeis exigem.
Enquanto a região define seus próximos passos, permanece a urgência humana por respostas — um pedido por luz e ordem que os pais colocam em nome de todas as famílias que depositam esperança no Monaldi. A carta termina com uma exigência de plena clareza, responsabilidades definidas e medidas imediatas para assegurar continuidade e segurança aos transplantes.
Fonte: LA VIA ITALIA, Nápoles, 12/03/2026.


